Crise sanitária “agravou as profundas desigualdades sociais nos níveis nacional e regional”, considera o PR

Cidade da Praia, 22 Fev (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, considera que a crise sanitária e socioeconómica de proporções globais que se vive hoje evidenciou e “agravou as profundas desigualdades sociais nos níveis nacional e regional”.

Assim, segundo o Chefe de Estado, há uma “necessidade urgente” de medidas abrangentes que permitam, numa perspectiva solidária, enfrentar os desafios que fazem perigar a existência da humanidade.

“Não obstante alguns avanços conseguidos desde a independência, as desigualdades sociais e regionais são muito acentuadas entre nós e, como em outras paragens, agravaram-se no contexto da pandemia”, apontou.

Jorge Carlos Fonseca fez essas considerações numa mensagem por ocasião do Dia Mundial da Justiça Social, criado pelas Nações Unidas, e foi assinalado este sábado.

Citando dados de organismos internacionais como as Nações Unidas, afirmou que a vulnerabilidade de determinados grupos sociais tem aumentado e as problemáticas que lhes estão associadas têm agravado.

Indicou exemplo de pessoas com deficiências, as crianças e adolescentes em risco, as mulheres afectadas pela violência baseada no género e, ainda, as pessoas dos meios rurais em detrimento dos meios urbanos.

Para Fonseca, esta situação acentua-se, particularmente, nos espaços considerados periféricos, “como determinadas ilhas, concelhos ou bairros”.

“Apesar dos resultados obtidos com as positivas medidas adoptadas para enfrentar esta difícil e complexa situação, milhares de cabo-verdianos continuam a debater-se com a pobreza e com um acesso limitado a diversos bens e serviços”, lamentou o mais alto magistrado da nação.

Em seu entender, é necessário continuar a amparar os mais desmunidos e a desenvolver e reforçar as políticas de combate às desigualdades sociais irrazoáveis e de promoção da solidariedade social.

“A justiça social é um imperativo de qualquer sociedade que almeja um nível de desenvolvimento integrado, inclusivo e sustentável”, sublinhou o Presidente da República, apelando para que haja “mais solidariedade social” para com os mais vulneráveis.

“A valorização dos princípios da equidade e inclusão social são fundamentais para a edificação de sociedades mais justas, coesas e desenvolvidas”, concluiu.

O Dia Mundial da Justiça Social foi estabelecido pelas Nações Unidas, em 2007, para chamar a atenção e promover a reflexão sobre a necessidade de realização dos direitos sociais para todos e sobre  a solidariedade social que deverá ser perseguida e garantida pelos Estados, pelas instituições e pelas próprias pessoas.

LC/ZS

Inforpress/Fim

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