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Crianças Desaparecidas: Procurador-geral admite diligências de buscas “em certos sítios” recentemente (c/áudio)

Cidade da Praia, 03 Jun (Inforpress) – O procurador-geral da República, Luis José Landim, disse hoje que a investigação sobre pessoas desaparecidas “nunca termina” enquanto não for esclarecido sobre o que aconteceu e que,  recentemente, foram feitas diligências de buscas “em certos sítios”.

“Sobre as crianças desaparecidas, recentemente, foram feitas algumas diligências de buscas em certos sítios, mas não vamos revelar  qual foi o resultado, onde que foi e qual foi o suspeito”, informou o principal responsável do Ministério Público.

Luís José Landim garantiu que as autoridades continuam a fazer diligências e buscas, com vista ao esclarecimento de casos de pessoas desaparecidas.

O procurador-geral da República fez essas considerações, em declarações à Inforpress, à margem da sua participação, por videoconferência, na 8ª Conferência da Associação Internacional dos Procuradores e Promotores Francófonos (IPPF), que decorreu no Canadá, em que  o tráfico de drogas por via marítima  e as criptomoedas foram temas dominantes.

Desde Fevereiro de 2018, duas crianças, Clarisse Mendes (Nina) e Sandro Mendes (Filú), encontram-se desaparecidos e o País não sabe do paradeiro destes menores.

As crianças saíram de casa, em Achada Limpa, onde se encontravam na companhia da avó, para irem comprar açúcar na localidade de Água Funda, na Cidade da Praia, e “ainda não regressaram à casa”.

Ainda relacionado com o desaparecimento de pessoas em Cabo Verde, encontra-se também pendente o caso da jovem Edine Jandira Robalo Lopes Soares, que deixou a casa em Achada Grande Frente (Praia) alegando que ia levar o bebé para o controlo no PMI (Programa Materno-Infantil), na Fazenda, Cidade da Praia. Mãe e filho nunca mais foram vistos.

Edvânea Gonçalves, uma menina, também faz parte da lista negra das pessoas desaparecidas em Cabo Verde. Tinha dez anos quando saiu para fazer um mandado, a pedido da mãe, junto de uma vizinha a pouco mais de 100 metros da sua residência, e não voltou.

Neste caso, entretanto, Polícia Judiciária (PJ) informou em Junho de 2018, que ossadas encontradas em Janeiro do mesmo ano na localidade de Ponta Bicuda, Praia, pertenciam à criança de Eugénio Lima.

Para procurador-geral da República, o que se faz a nível  dos processos de investigação não se pode trazer a público, porque, sublinhou, “pode prejudicar a própria investigação”.

Entretanto, pediu às pessoas que tenham o mínimo de informações, mesmo que parecem insignificantes, que as façam chegar às autoridades, porque “podem dar um contributo muito importante”.

“Peço às pessoas que colaborem com a justiça”, exortou o magistrado, lembrando que agora há mecanismos de anonimato em termos de denúncias, através dos sites do Ministério Público da Policia Judiciária e da Polícia Nacional.

Na perspectiva do procurador-geral da República, “em toda a parte do mundo” as investigações sobre o desaparecimento de pessoas são “muito complexas” e citou o caso da criança Madeleine Beth McCann, desaparecida há 14 anos do seu apartamento na Praia da Luz (Algarve, Portugal), e até hoje não foi encontrada.

LC/AA

Inforpress/Fim

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