CPLP: Ministros do Ambiente unem esforços na adopção de políticas para o reforço da cooperação e melhorias do sector

Cidade da Praia, 26 Nov (Inforpress) – Os ministros do Ambiente dos estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) assumiram hoje o compromisso de juntos, adoptar e implementar políticas eficazes para reforçar a cooperação e melhorar o sector no espaço lusófono.

O compromisso consta da declaração final da VIII Reunião dos ministros do Ambiente da CPLP, que estiveram reunidos, hoje, em videoconferência, com a temática da biodiversidade e desafios das alterações climáticas no espaço lusófono, no centro do debate.

Ao ler a declaração final saída do encontro, o ministro do Ambiente de Cabo Verde, Gilberto Silva, disse que os governantes se comprometem a reforçar a participação e a busca pela concertação de posições comuns da CPLP, assim como a negociação do contexto das reuniões dos acordos multilaterais do sector do ambiente.

“Os ministros incitam as presidências pro tempore a promover um debate alargado e transversal sobre as alterações climáticas nas agendas das reuniões ministeriais da CPLP. Os ministros devem envidar esforços para iniciar as actividades da constituição da Rede de Reserva da Biosfera da Unesco nos países da CPLP”, disse, elucidando que esta medida visa reforçar as competências técnicas e de gestão e a dinamizar as acções conjuntas, incluindo a criação de novas reservas de biosferas.

Os ministros dos nove países da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), adiantou, apontaram a necessidade de se envidar esforços na promoção do intercâmbio e informações sobre as práticas de gestão dos recursos naturais, no combate aos incêndios florestais, de modo a optimizar toda a gestão dos ecossistemas e fomentar o uso sustentável da biodiversidade dos países da CPLP.

Por outro lado, salientaram a importância de se reforçar a cooperação no eixo da educação ambiental, na promoção de mudança de atitudes e práticas, e tornar mais efectiva e inclusiva a própria educação ambiental e apoiar os congressos de língua portuguesa.

Os governantes decidiram, igualmente, apoiar as iniciativas em curso para a promoção da transição para sistemas alimentares saudáveis, potenciando naturalmente a conservação das terras, solos e recursos naturais.

Gilberto Silva informou, ainda, que os responsáveis pelo sector do ambiente subescreveram a carta de compromisso da CPLP “por um mar sem lixo”, afiançando que os países da CPLP precisam adoptar uma política muito forte nesta matéria na redução das ameaças dos ecossistemas marinhos.

Os mesmos, prosseguiu, apelam ao desenvolvimento de projectos concretos nas áreas identificadas que contribuam de forma clara para o reforço das capacidades das instituições das CPLP, para o bem-estar das populações e desenvolvimento sustentável das comunidades.

Por último, concluiu, recomendam o Secretariado Executivo da CPLP, a estruturação de uma proposta de Plano de Acção de 2021-2023, decorrente do Plano Estratégico de Cooperação do Ambiente na CPLP.

CM/DR

Inforpress/Fim

 

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