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CPLP: Especialista defende estratégias conjuntas para ensino da língua portuguesa em contexto de mobilidade

Cidade da Praia, 27 Mai (Inforpress) – A investigadora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Ana Paula Laborinho apontou hoje a necessidade de construção de estratégias conjuntas entre os Estados-membros da CPLP para conseguir o ensino da língua da portuguesa em contexto de mobilidade.

A especialista intervinha, enquanto conferencista, na VI Conferência Internacional sobre à Lingual Portuguesa no sistema mundial promovida pelo Governo de Cabo Verde no âmbito da presidência pro-tempore da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tendo com tema “Horizontes e perspectivas da língua portuguesa”.

Actualmente, a língua portuguesa é falada por cerca de 260 milhões de pessoas no mundo. A especialista prevê alguma dificuldade no crescimento da mesmo devido às dificuldades do ensino da língua portuguesa como língua estrangeira e de herança da comunidade.

Neste sentido, a professora e investigadora Ana Paula Laborinho salientou que há necessidade de se “fazer enormes esforços colectivos” visando o crescimento da língua de camões no mundo.

“Temos muitas questões que me parecem muito relevantes. Por um lado, há uma consciência generalizada, mas que temos que impulsionar de que o português é uma língua que precisa ser aprendida, isto é, uma língua que se coloca no horizonte daqueles que têm interesse em aprender uma língua estrangeira”, disse.

“Por outro, se é verdade que cada vez há esse interesse, ainda há muito trabalho a fazer para passar dos tais meio milhão que aprendem o português como língua estrangeira para números mais significativos. Isto só é possível fazer efectivamente se houver uma estratégia concertada”, sustentou.

Por isso mesmo, realça a importância de contruir estratégias conjuntas tendo em conta este objectivo que é ensino da língua portuguesa em contexto de mobilidade ou em contextos internacionais.

Para já, afirma que a CPLP dispõe de um mecanismo, que é Instituto Internacional de Lingual Portuguesa (IILP), que, entretanto, na sua perspectiva, precisa ser reforçado e repensado para ter mais capacidade de fazer esta gestão decentralizada, multilateral da língua portuguesa.

“Nenhuma outra língua tem uma instituição multilateral que faça sua a gestão descentralizada e colectiva. Portanto, este é um triunfo da língua portuguesa, o IILP, que já tem um trabalho relevante com a sua plataforma destinada aos professores de língua portuguesa ou língua secunda”, explicou.

Contudo, Ana Paula Laborinho aponta como o grande desafio a questão da certificação internacional.

“É preciso, cada vez mais, apostar nisso porque sabemos que as outras línguas crescerem pela via das certificações internacionais”, realçou sugerindo também o aumento da produção e difusão científica na língua portuguesa, e incremento no programa de mobilidade de estudantes, de artistas, investigadores e circulação de bens e serviços, como forma de aumentar a necessidade de aprender o português.

MJB/CP

Inforpress/fim

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