CPLP: Coordenador do Fórum Cibercrime defende estratégia comum para melhor combate ao Cibercrime (c/áudio)

Cidade da Praia, 10 Abr (Inforpress) – O coordenador do Fórum Cibercrime, Pedro Vedelho, defendeu a necessidade de os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) terem estratégia comum e uma melhor coordenação para um melhor combate ao Cibercrime.

Pedro Vedelho que é quadro da Procuradoria-Geral de Portugal, se encontra na Cidade da Praia para participar da conferência internacional sobre o Cibercrime e na 2ª reunião do Fórum Cibercrime, organizado pelo Fórum que tem a sua sede em Lisboa e pela Procuradoria-Geral da República de Cabo Verde.

Segundo explicou, com a criação desse fórum que é uma rede de ponto de contactos dos magistrados de todos os países da CPLP, pretende-se estabelecer a troca de experiência e de opiniões, análises legislativas sobre cirbercrime e a obtenção da prova digital.

“O cibercrime é global e não tem fonteira para o cibercriminoso que pode estar aqui a fazer um disparate num outro lado do mundo, atingido milhares de pessoas”, explicou adiantando que qualquer cidadão que tenha um telefone na sua mão pode ser atacado.

Neste sentido considera que a língua poderá, em alguns casos, representar alguma fronteira, e na sua perspectiva isso reforça a necessidade de os países que falarem a mesma língua coordenarem entre eles para um melhor combate do flagelo.

“Um burlão que esteja a burlar-me em chinês a mim não vai afectar porque não leio chinês, mas se vier do Brasil, de Angola e de Moçambique qualquer um de nós pode ser a vítima”, exemplificou acrescentando que é importante que os países que falam a mesma língua coordenarem-se entre eles para terem estratégias comuns para o combate ao cibercrime.

O coordenador do fórum Cibercrime no espaço Lusófono lembrou que vários países   integrantes da comunidade já têm uma lei do cibercrime “bastante estruturada e parecida”, o que facilita a investigação e a cooperação, sendo certo que a aposta deve ser no reforço da cooperação internacional dado à sua complexidade e a natureza.

A adesão à Convenção de Budapeste é para já importante. Portugal e Cabo Verde já aderiram e outros países já deram algum passo e há outros que estão a ponderar. Neste sentido o encontro da Praia servirá também para sensibilizar os outros a aderirem a esta convecção.

“Esta importância da cooperação internacional é crucial porque só coordenando é que podemos combater o cibercrime eficazmente”, argumentou.

A par da cooperação internacional e da estratégia comum, Pedro Vedelho defende também uma forte aposta na formação tanto das polícias como dos magistrados já que, conforme indicou, se trata de uma área muito específica e que exige um conhecimento muito técnico e tecnológico.

“É preciso perceber primeiro as máquinas para depois perceber o que é que com as máquinas se consegue fazer. Também noutra vertente na cooperação internacional, obter informações do estrangeiro, porque não há nenhum crime que seja estritamente nacional”, explicou afirmando que o cibercrime é actualmente dos crimes mais difíceis de ser investigado já que permite que o criminoso esteja oculto em qualquer sítio do mundo, sem que nunca seja identificado ou encontrado.

MJB/FP

Inforpress/fim

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