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Covid:19: Representante das empresas satisfeito com condições de acesso às linhas de crédito (c/áudio)

Cidade da Praia, 02 Abr (Inforpress) – O secretário-geral da Câmara de Comércio do Sotavento (CCS) declarou-se hoje satisfeito com as condições de acesso às linhas de crédito criadas pelo Governo para acudir as empresas em situação de dificuldades, devido á pandemia da covid-19.

José Luís Neves falava aos jornalistas depois de o Governo anunciar a taxa de juro das quatros linhas de crédito de quatro milhões de contos, nunca será superior a 3% e que terá garantias do Estado entre 80 e 100%.

“Nós fizemos um conjunto de propostas em relação a cada linha de crédito em concreto. Para as grandes empresas, para as médias para as pequenas e micro empresas e hoje registamos que o Governo até foi mais longe do que algumas propostas que nos fizemos em relação a algumas linhas. Portanto estamos de acordo”, sintetizou.

José Luís Leves salientou que o momento é de incerteza, já que ninguém sabe como essa crise vai desenrolar e nem quanto tempo vai demorar. Por isso disse esperar do Governo e dos bancos abertura para reforçar as medidas em caso de necessidade.

“Sabemos que os efeitos vão ser fortes e devastadores nas empresas e nas famílias e pensamos que caso venhamos a ter na necessidade de reforçar as medidas também haverá toda abertura por parte dos bancos centrais para avançarmos nesse sentido”, disse, adiantando que por ora o montante de quatro milhões de contos se afigura como suficiente para reforçar a tesouraria e do fundo de maneio das empresas.

“O objectivo nessa fase de emergência, é o mais rapidamente nos criamos as condições para injectar liquidez para as empresas e para evitar o desemprego e garantir que a cadeia económica possa funcionar normalmente. É claro que depois termos que ver uma segunda fase”, acrescentou.

No que refere à taxa de juro, cuja máxima é de 3%, considerou que houve uma “redução significativa” em relação à taxa de mercado na situação normal, embora o desejo das empresas era de ter taxas mais baixas

As linhas de crédito, no montante de quatro milhões de contos, terão a garantia do Estado entre 80 e 100%, o período de carência será de seis meses e o prazo de amortização entre cinco e seis anos.

Ao todo são quatro linhas de crédito. Uma primeira de um milhão destinada para as grandes empresas em todas as áreas de actividade e com garantia nunca superior a 80%. O montante máximo a ser disponibilizado às empresas é de até 40 mil contos, conforme precisou Pedro Barros.

Uma segunda, de igualmente um milhão contos, destinada às empresas nos sectores do turismo, restauração, organização de eventos e sectores conexos, agências de viagens, transportes, animação e similares, com garantia até 80%, podendo algum caso chegar aos 100%. Nesta linha o montante máximo fixado é de até 20 mil contos.

Ficou ainda definida uma outra linha igualmente de um milhão contos para as pequenas e médias empresas em todos os sectores da actividade com garantia de até 100%, dependendo da análise caso a caso.

A quarta linha está dirigida às micro empresas com o montante total de 300 mil contos que poderão ser reforçadas em caso de necessidade. A orientação é para a atribuição do montante máximo de 1.500 contos, com 100% de garantia.

De acordo com informações avançadas pelo presidente da Proempresa, entidade governamental que coordena o processo, já a partir de segunda-feira as empresas já podem submeter as suas propostas aos bancos comerciais, sendo que intenção é que processo seja todo concluído num espaço de duas semanas.

Uma plataforma de candidatura ou pedido dos créditos vai ser criada para garantir que todas as empresas independentemente da sua localização geográfica possam concorrer aos financiamentos.

As empresas em situação de incumprimento com os bancos ou fiscais e tributárias não serão beneficiadas.

MJB/AA

Inforpress/fim

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