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Covid-19: Governo deseja reactivação cultural com maior capacidade de afirmação no país e na diáspora – PM

Cidade da Praia, 02 Jun (Inforpress) – O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo quer uma reactivação do sector cultural com maior capacidade de afirmação nas diversas actividades no país e no exterior, onde se vende “muito bem” a marca de Cabo Verde.

Ulisses Correia, que falava durante um encontro com agentes e promotores culturais, começou por frisar que este período de crise pandémica da Covid-19 criou e está ainda a criar restrições “muito fortes” na vida social e individual das pessoas, assim como na actividade de administração, das empresas e de tudo que são actividades que têm o pendor de ajuntar pessoas, o que acontece muito nas actividade culturais, “que ficaram extremamente constrangidas com a restrição ainda mais forte de que noutras actividades”.

“Daí que reconhecendo isso e reconhecendo também a importância do sector das indústrias criativas nas diversas actividades, o Governo não poderia estar ausente”, prosseguiu o governante, acrescentando que, assim como o Executivo teve que introduzir medidas de emergência, de protecção transversalmente aos diversos sectores da actividade económica e social, é preciso uma atenção particular ao sector da cultura e das indústrias criativas.

Esta atenção especial, advoga Ulisses Correia, deve-se a “motivos diversos” que têm a ver com a cultura em si, a identidade, a promoção de valores e também com a actividade económica ligada à actividade cultural, que, conforme referiu, já começou a ganhar uma certa dinâmica em Cabo Verde, que não se poderá “de maneira nenhuma” deixar perder.

Ainda nas suas declarações, o Chefe do Executivo cabo-verdiano disse que, “curiosamente”, depois de a morna ter sido nomeada património mundial da humanidade, em Novembro de 2019, Cabo Verde teve “muito pouco” tempo para estruturar e desenvolver e tirar todo o proveito dessa classificação pelo facto de, já em Fevereiro, ter sido confrontado com esta pandemia que ainda continua.

O objectivo do Governo é, conforme informou Ulisses Correia e Silva, auscultar os actores culturais e discutir com eles quais são as melhores medidas para a retoma.

“Tendo em conta que em termos de restrições sanitárias irão algumas permanecer, tal como ajuntamentos, relativamente a festas, festivais, actividades desportivas terão um período mais longo de desconfinamento, mas isto não quer dizer que não tenhamos que aproveitar este interregno para criar todas as condições para que a vossa actividade que exercem possa ser desenvolvida de uma forma sustentável”, prosseguiu.

Ulisses Correia disse igualmente que o País vai entrar na fase da gestão da pandemia, com a procura de soluções que têm de ser inovadoras que, conforme relatou, passam por saber como criar ofertas culturais e da indústria criativa para o mundo que, pelo menos, na fase de saída, “será um bocadinho diferente”.

“A confiança das pessoas para estarem juntas, a confiança das pessoas para actividades de massa, como criar ofertas específicas e direccionadas para essa contingência tendo em conta que muito daquilo que vocês produzem têm um mercado”, afirmou.

“E esse mercado, à partida, nós não temos um controlo sobre ele, que é o mercado das pessoas, das actividades, que estarão disponíveis para comprar o produto e o serviço que produzem”, acrescentou.

O Governo, acrescentou, tem todo o interesse em estimular e incentivar, beneficiar um “sector importantíssimo” da vida cultural, económica e social cabo-verdiana e ver o que é que pode ser feito em conjunto.

Finalizando, Ulisses Correia falou na estruturação de um programa à medida da necessidade que o país precisa para fazer a retoma nesta fase pós estado de emergência.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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