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Covid-19/Santiago Norte: PR elogia trabalho das autoridades mas pede reforço no combate à pandemia (c/áudio)

Assomada, 18 Jul (Inforpress) – O Presidente da República elogiou hoje o trabalho que está a ser desenvolvido pelas autoridades ligadas ao combate à covid-19 em Santiago Norte, mas, no entanto, pediu o reforço das medidas, sobretudo, de fiscalização no terreno.

Jorge Carlos Fonseca fez este elogio em declarações à imprensa, no final da visita à Região Sanitária Santiago Norte (RSSN), após ter reunido em Assomada, Santa Catarina, com as autoridades ligadas ao combate do novo coronavírus (covid-19) e ter visitado o Hospital Regional Santa Rita Vieira (HRSRV).

“Foi uma visita muito útil para conhecer o trabalho que as autoridades municipais, de Saúde e Protecção Civil estão a levar a cabo na Região Sanitária Santiago Norte, em especial em Santa Catarina, na prevenção e combate à pandemia de covid-19 (…). A visita serviu ainda para conhecer a realidade da situação sanitária na região – que é ainda situação controlável ainda”, adiantou.

A título de exemplo, informou que Santa Catarina tem de momento 99 casos positivos, e que em toda a região o número de internados é reduzido e sem registo de óbitos por causa da infecção por covid-19.

Tendo em conta que, segundo o chefe de Estado, a situação sanitária em Santiago Norte “é razoável”, disse acreditar que a mesma pode ser melhorada.

Daí que pediu às autoridades ligadas ao combate da covid-19, mormente os profissionais de Saúde, Polícia Nacional, Protecção Civil e Bombeiros e autoridades municipais de Santiago Norte para reforçarem este trabalho no terreno, sobretudo o de fiscalização.

Tal trabalho de fiscalização no terreno, dentro daquilo que é permitido numa situação que não é de Estado de Emergência, mormente, uso cada vez mais de máscaras, distanciamento social, medidas de higiene pessoas, de equipamentos e de edifícios, segundo a mesma fonte, vai fazer com que a taxa de cumprimento das referidas medidas aumente “um bocadinho”.

Sobre o uso de máscaras, congratulou-se com o facto de ter presenciado muitas pessoas em Assomada estarem a usá-las, mas, no entanto, pediu, o uso massivo deste novo acessório, e que se reforce a campanha de sensibilização, sobretudo junto dos jovens.

“Portanto, saímos daqui satisfeitos, tendo em conta que esta visita serviu para conhecer a realidade em pormenor, e para fazer aquele apelo para que o trabalho prossiga, seja reforçada, melhorada quer a nível de Santa Catarina, Santiago Norte quer a nível nacional, para que possamos baixar o nível da propagação da covid-19”, notou o mais alto magistrado da Nação.

Apelou ainda que se evite a saturação dos serviços da Saúde, de forma que se possa contabilizar o combate ao vírus, mas também os seus efeitos negativos, quer no plano da economia quer no do emprego, principalmente, nas famílias mais vulneráveis.

Nesse sentido, aproveitou para pedir uma atenção especial do Governo e das câmaras municipais para com as pessoas afectadas pelo desemprego, as das zonas rurais, os idosos, e para com os mais vulneráveis.

“Portanto, temos que evitar que as desigualdades sociais e regionais em Cabo Verde não venham a aumentar neste período de crise sanitária”, aconselhou Jorge Carlos Fonseca.

Na ocasião, o Presidente da República, que esteve acompanhado nesta visita pelo ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, aproveitou para felicitar o trabalho que está a ser desenvolvido pelos profissionais de Saúde, Polícia Nacional, Protecção Civil e Bombeiros, autoridades camarárias e Governo no combate à pandemia de covid-19.

Durante a sua visita à RSSN, o chefe de Estado aproveitou ainda para se inteirar do plano municipal de redução dos efeitos da seca da Câmara Municipal de Santa Catarina.

A este propósito, disse que, não obstante as câmaras municipais terem os seus planos de mitigação dos efeitos da seca e do mau ano agrícola e da previsão positiva sobre as chuvas, os municípios devem estar preparados para qualquer cenário possível, tendo em conta que com esta pandemia e mais um ano de seca a situação vai ficar “mais difícil e complicada”.

Caso o País vier a ter mais um ano de seca e mau ano agrícola, Fonseca lembrou que os sacrifícios devem ser distribuídos de forma proporcional, ou seja, que eles não podem cair apenas sobre as pessoas mais vulneráveis e nos menos beneficiados de sempre, ou sobre as regiões mais periféricas e menos beneficiadas no desenvolvimento do País durante estes 45 anos da sua independência.

FM/JMV

Inforpress/fim

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