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“Covid-19 veio agravar a desigualdade enfrentada pelas mulheres em Cabo Verde” – Janira Hopffer Almada

Cidade da Praia, 08 Mar (Inforpress) – A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) disse hoje que a covid-19 agravou a desigualdade enfrentada pelas mulheres em Cabo Verde, fazendo retroceder anos na luta pela igualdade de género.

Janira Hopffer Almada falava à imprensa, à margem da visita que realizou na manhã de hoje à Associação Cabo-verdiana de Autopromoção da Mulher (Morabi), para conhecer o trabalho que organizações de autopromoção da mulher têm desenvolvido.

Segundo disse, “o rosto desta pandemia é um rosto feminino”, ou seja, indicou, por um lado “o agravar da desigualdade” enfrentada pelas mulheres e meninas, fazendo “retroceder anos na luta pela igualdade de género”.

Por outro lado, continuou, os sectores de actividade mais afectados pela pandemia empregam normalmente o maior número de mulheres.

Considerou que as mulheres cabo-verdianas têm vindo a provar ao longo dos anos que conseguem enfrentar grandes barreiras, assinalando conquistas, mas segundo a líder do PAICV  há um “grande número” de mulheres que está no sector informal e que de repente ficou sem rendimento e sem emprego, com famílias para sustentar.

“Essas mulheres nos preocupam pelas condições que ficaram, mas, sobretudo, porque não havendo mais igualdade, não conseguimos ter a sociedade pela qual sonhamos”, referiu.

Instada sobre os apoios que foram disponibilizados à classe de mulheres que trabalham no sector informal, respondeu que esses apoios foram “irrisórios”, e que “graças a muitas ONG e a diáspora, muitas famílias não passaram por situações piores”.

“Não é normal o Governo disponibilizar cerca de 81 mil contos em cestas básicas para a pandemia, mas gasta 140 mil contos em publicidade e mais 600 mil contos em viagens e deslocações”, ressaltou.

Janira Hoppfer Almada assinalou também que o aumento da criminalidade, muitas vezes, não é somente a questão da pobreza, mas sim o sentimento de desigualdade, ou seja, “poucos tem muito, enquanto muitos têm muito pouco”, o que tem desencadeado “sentimentos de revolta”.

“Vêm-se oportunidades que são garantidas a um grupo muito pequeno, geralmente próximo do poder, e para a grande maioria da população que passa por grandes dificuldades não há programas para a habitação, para a saúde ou o acesso à educação”, sublinhou.

Por fim deixou ainda uma mensagem alusiva ao Dia da Mulher, “num momento difícil, no mundo e em Cabo Verde”, ao desejar “esperança e inspiração” a todas as mulheres e “contando com todas para o amanhã melhor”.

Enquadrado na iniciativa “Março, mês da mulher”, a presidente do PAICV, visita ainda a VERDEFAM e Associação Cabo-verdiana de Luta contra Violência Baseada no Género.

Esta iniciativa tem como objectivo conhecer de perto o trabalho que vem desenvolvendo em prol das mulheres e os desafios enfrentados, e deixar algumas palavras de apreço pela dedicação das mesmas no seu empoderamento, “em toda a sua plenitude”.

HR/AA

Inforpress/Fim

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