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Covid-19/São Vicente: Sindicato pede ao Governo para interceder junto dos bancos e INPS para diminuir problemas surgidos com ‘lay-off’

Mindelo, 12 Mai (Inforpress) – O presidente do Sindicato de Metalomecânica, Transportes, Comunicações e Turismo (Simetec), Tomás Aquino, pediu hoje ao Governo que interceda junto dos bancos e do INPS para ajudar trabalhadores a ultrapassar problemas surgidos com a lei do ‘lay-off’.

Os trabalhadores das empresas que aderiram ao ‘lay-off’ estão a enfrentar “imensas dificuldades financeiras”, uma vez que, até ao momento, apenas algumas empresas, que optaram pela suspensão dos contratos, pagaram os 35 por cento (%) dos salários referentes ao mês de Abril, assegurou o sindicalista, em conferência de imprensa, no Mindelo.

Por outro lado, segundo a mesma fonte, os restantes 35% que deviam ser pagos pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) até a data de hoje não aconteceu.

“Tentamos contactar o INPS, via telefone, para saber quando é que os pagamentos vão ser efectuados, mas, infelizmente, não foi possível obter informações”, salientou Tomás Aquino, apelando à direcção do instituto para agilizar o pagamento a fim de responder às “necessidades prementes e urgentes” dos trabalhadores.

Outro dos constrangimentos, ajuntou o sindicalista, prende-se com a moratória sobre os créditos bancários que estes trabalhadores não estão ainda a beneficiar.

“Segundo relatos desses mesmos trabalhadores, não obstante terem dado entrada aos seus pedidos de moratória, em tempo oportuno e devidamente acompanhados das declarações de suspensão dos contratos de trabalho, os banco não aceitaram e pediram um sem número de documentos”, adiantou Tomás Aquino, referindo a situações de trabalhadores que ficaram até com os 35% pagos pelas empregadoras retidos pelos bancos.

O sindicalista disse ter tido conhecimento ainda que a Direcção Nacional das Receitas do Estado (DNRE) deu instruções ao INPS que faça descontos relativo a impostos na percentagem que deverá pagar.

Assim sendo, o Simetec apela ao Governo que interceda junto dos bancos, do INPS e da DNRE “no sentido de ajudar esses trabalhadores a ultrapassarem todos esses problemas e constrangimentos”.

Tomás Aquino referiu ainda a uma outra preocupação, partilhada com outros sindicatos, e que diz respeito aos trabalhadores da Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) e da CV Handling, que têm vistos os contratos de trabalho suspensos, por “tempo indeterminado”.

Uma posição, considerou, tomada pelas duas empresas públicas, apesar de o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, ter pedido aos gestores públicos para se abdicaram de requerer a suspensão dos contratos de trabalho.

A situação, segundo a mesma fonte, tem ainda mais um agravante, tendo em conta que as duas empresas também estão a reduzir os salários dos trabalhadores.

“Perante tal situação de total desrespeito da orientação dada pelo senhor vice-primeiro-ministro por parte dessas duas estatais, solicitamos a intervenção urgente do Governo, com vista a se pôr cobro a esse estado de coisas”, concretizou.

LN/CP

Inforpress/Fim

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