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Covid-19/São Vicente: Mais de duas mil pessoas abordadas em três semanas devido à ausência ou uso incorrecto de máscara

Mindelo, 31 Mai (Inforpress) – A equipa multidisciplinar criada para fiscalizar a implementação das medidas para conter a covid-19, em São Vicente, abordou, nas últimas três semanas, 2.050 pessoas na via pública, devido ao não uso ou uso incorrecto da máscara.

Destas, segundo a coordenadora da equipa, Maria Vitória Veríssimo, a 49 pessoas foram aplicadas coimas, por se recusarem ao uso de máscara ou porque se manifestaram de forma “menos correcta” para com a Polícia Nacional durante a abordagem.

Segundo a mesma fonte, em declarações na manhã de hoje à Inforpress, no Mindelo, sobre a fiscalização de estabelecimentos comerciais e empresas, no âmbito do cumprimento das medidas sanitárias de prevenção e combate à covid-19, foram feitas 115 fiscalizações e atribuídos três selos de conformidade sanitária “não solicitadas”, o que “agradou à equipa”, pois encontraram estes estabelecimentos a funcionar “dentro das normas”.  

Maria Vitória Veríssimo informou ainda que a equipa multidisciplinar, até o dia 28, tinha encerrado 30 estabelecimentos diurnos, para higienização e implementação das medidas sanitárias, e 35 estabelecimentos nocturnos viram suas actividades suspensas por não cumprimento do horário de funcionamento. 

“São reabertos desde que o operador reponha o que não estava bem no quesito higiene e medidas sanitárias”, reforçou a mesma fonte, que lembrou que a equipa desencadeia também patrulhamento nocturno, que incrementa nas praias da ilha, aos fins-de-semana durante o dia.

A equipa multidisciplinar tem trabalhado também na obrigação do cumprimento da quarentena domiciliar, pois quando as pessoas incumprem, segundo Vitória Veríssimo, são abordadas pela equipa, por solicitação da Delegacia de Saúde ou na sequência de denúncias, e encaminhadas para o Centro de Estágio para quarentena sob a vigilância da equipa multidisciplinar.

Da mesma forma, a equipa tem recebido “algumas reclamações e denúncias” de actividades nocturnas em residências, sobretudo música alta. 

“Normalmente são coabitantes, mas o que fazemos é uma abordagem para não haver música alta e evitar festas com outras pessoas, mas não conseguimos entrar, identificamos o dono da casa para posteriores esclarecimentos”, sintetizou a coordenadora da equipa multidisciplinar.

Neste momento as operações de fiscalização e implementação das medidas sanitárias, em São Vicente, decorrem envolvendo uma equipa multidisciplinar, a mesma que vem actuando há mais de um ano, constituída pelo Serviço Nacional de Protecção Civil (SNPC), Entidade Reguladora Independente para a Saúde (ERIS), Inspecção Geral do Trabalho, Inspecção Geral das Actividades Económicas (IGAE), Forças Armadas, Polícia Nacional, fiscalização da Câmara Municipal de São Vicente e Delegacia de Saúde.

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde, divulgados no domingo, 30, indicam que foram analisadas 204 amostras na ilha de São Vicente, das quais resultaram 17 casos positivos da covid-19, ou seja, uma taxa de positividade de 8,3 por cento (%).

No mesmo dia foram dadas como recuperadas 34 pessoas, a ilha passou a ter 180 casos activos e registou mais um óbito.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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