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Covid-19/Santiago Norte: Proprietários temem pela sobrevivência de algumas escolas de condução

Assomada, 21 Mai (Inforpress) – Os proprietários das escolas de condução em Santiago Norte garantem que o sector já estava a passar por “muitas dificuldades”, antes da pandemia provocada pelo novo coronavírus, e temem pela sobrevivência de algumas escolas.

O alerta é dos donos das escolas de condução Assomada (Santa Catarina), Santo Amaro (Tarrafal) e O Sinal (Santa Catarina), Adilson Correia, Arlindo Costa, e Euclides Moreno, respectivamente, que falavam em entrevista à Inforpress a propósito da sobrevivência do sector após o fim do estado de emergência decretado na ilha de Santiago.

Para Adilson Correia, mesmo com a reabertura do sector prevista para após o fim do estado de emergência, mais concretamente, no dia 02 de Junho, muitas podem até abrir, mas, se não houver alunos que dependem de familiares emigrados que também estão em dificuldades para a aquisição da carta de condução voltam a encerrar as actividades, tendo em conta as despesas para com o funcionamento.

É que, segundo ele, as escolas encerraram as suas actividades desde o primeiro estado de emergência decretado a nível do País, e com isso não houve arrecadação de receitas.

Conforme lembrou, opinião corroborada pelos colegas, antes dessa pandemia muitas escolas já tinham problemas, e com tudo isso muitas não vão ter dinheiro para manter os funcionários por muito tempo em casa, renda dos espaços, combustíveis, e entre outros compromissos.

Na mesma linha de ideias, Euclides Moreno afirmou que mesmo com os apoios anunciados pelo Governo, referindo-se à moratória de pagamento de prestações e o ‘lay-off’, muitas escolas podem não sobreviver à crise provocada pela covid-19 e fechar as portas.

A propósito dos apoios, os também instrutores queixam-se das burocracias na concessão dos mesmos, quer por parte dos bancos comercias e do próprio Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) em conceder os 35% aos funcionários.

No entanto, admitiram que muitas podem não ter a quantia para cobrir os 35% no pagamento dos funcionários, tendo em conta que as escolas de condução fecharam as portas desde o primeiro estado de emergência e não têm tido receitas, mas sim despesas.

Ou seja, ajuntaram que algumas também podem não conseguir aderir aos apoios, por causa dos incumprimentos para com o INPS e Finanças.

De entre as despesas apontaram rendas dos espaços, manutenção das viaturas, e para com os colaboradores, daí que, pedem ao Governo para apoiar o sector concedendo isenções, mormente na comercialização de produtos para higienização, adaptação das viaturas e na importação das próprias viaturas.

Questionados se a reabertura das escolas não acontecer nos próximos dias se a sobrevivência do sector estaria em causa, todos foram unânimes em afirmar: “Claro que sim. A sobrevivência já está em causa, tendo em conta que as dívidas estão acumulando. Temos rendas, manutenção das viaturas, pagamento dos funcionários e o sustento das nossas famílias”.

“Se as actividades do sector não forem retomadas nos próximos dias muitas escolas de condução vão fechar as portas definidamente.  São muitas despesas que podem pôr em causa a sobrevivência de algumas escolas de condução”, reforçaram estes responsáveis do sector em Santiago Norte.

A reabertura das escolas de condução em Santiago Norte deverá acontecer após o fim do estado de emergência decretado na ilha de Santiago, mais concretamente no dia 02 de Junho, segundo a previsão dos entrevistados da Inforpress.

No entanto, os também directores das escolas de condução esclareceram que ainda não receberam nenhuma confirmação por parte da Direcção-Geral dos Transportes Rodoviário (DGTR) sobre o calendário para a retoma das aulas teóricas e práticas.

Entretanto, estes responsáveis asseguraram que, apesar das dificuldades, vão criar todas as condições para garantir toda a segurança aos alunos, colaboradores e parceiros.

Conforme adiantaram, essas medidas de segurança vão desde o atendimento nas secretarias e ainda durante as aulas teóricas e práticas de condução, respeitando o distanciamento social e o uso obrigatório de máscaras nas instalações.

Relativamente às propinas, todos foram unânimes em afirmar que não haverá aumento e que vão honrar os compromissos para com os alunos que já tinham pago as taxas das aulas teóricas e práticas, e os respectivos exames.

FM/ZS

Inforpress/Fim

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