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Covid-19/Sal: Operadores económicos cépticos quanto à retoma do turismo mesmo com abertura de voos em Dezembro (c/áudio)

Santa Maria, 11 Nov. (Inforpress) – Os operadores económicos no ramo de hotelaria, no Sal, estão cépticos quanto à retoma do turismo, mesmo com o anúncio da abertura de voos prevista para 15 de Dezembro, vislumbrando essa possibilidade lá para finais de 2021.

O sentimento dos operadores económicos confirma que a situação futura no sector não vai melhorar nos próximos tempos, enquanto as grandes tours operadoras, como a TUI, Tomas Cook, por exemplo, não começarem a voar para Cabo Verde, estando-se a falar, neste momento, na abertura com voos da TAP e SATA.

“Não acredito nalguma retoma do turismo, este ano, enquanto as grandes operadoras não começarem a voar para Cabo Verde, e estamos a ver o que está a passar na Europa”, comentou Patone Lobo, dono do Hotel Odjo d’Água, prognosticando a reconquista do turismo lá para o Inverno de 2021.

“Enquanto não se encontrar a vacina… até lá, será muito difícil”, observou, pouco animado, apontando, entretanto, que o Hotel Odjo d’Água está preparado para receber turistas, tendo adoptado medidas sanitárias e higiene contra covid-19, para garantir segurança aos visitantes.

Composto por 113 quartos, para um universo de mais de uma centena de empregados, em ‘lay off’, segundo Patone, alguns já começaram, entretanto, a trabalhar, mesmo sem movimento, cumprindo um período de três horas diárias.

“Vamos pagando salário, os 35 por cento, que a lei prevê neste contexto de pandemia, enquanto tiver dinheiro”, manifestou o empresário, referindo que os clientes que o hotel tem recebido ultimamente, tem sido a tripulação de um cargueiro russo, que periodicamente escala a ilha, pessoas de outras ilhas do País, comitiva ou membros do Governo que vêm para dois ou três dias.

“A situação é séria e complicada, péssima mesmo. As portas do hotel continuam abertas… a teimar para não fechar”, reiterou em tom de preocupação.

Questionado se o turismo interno funciona, o empresário responde negativamente, já que, conforme analisou, é “meia dúzia” de pessoas, acoplado ao elevado preço das passagens, o que “não compensa”, mormente neste contexto de pandemia, em que as pessoas, “não estão dispostas a aventuras”, tendo em conta o momento.

Já a gerente do Hotel da Luz, Nicoleta da Luz, disse que o estabelecimento vem trabalhando há três semanas, encontrando-se, também, preparado a nível sanitário e de higiene, porém sem clientes.

“Estamos praticamente a zero, e com alguma reserva quanto à retoma do turismo, este ano. Com a reabertura dos voos, as coisas poderão melhorar, mas de forma muito lenta”, estimou.

Nicoleta da Luz disse que o hotel contava com alguma reserva para o mês de Dezembro, mas foram canceladas tendo em conta a evolução da pandemia da covid-19 lá fora, nos países emissores.

“Estamos numa incerteza. Acredito que a retoma só será possível, em Outubro de 2021. Antes disso, o movimento será muito tímido. Tudo vai depender da evolução da pandemia, descoberta da vacina (…)”, anteviu.

Enquanto isso, a responsável informou que o Hotel da Luz vai promovendo preços e pacotes especiais para os nacionais que procuram o empreendimento, mas mesmo, assim, a adesão tem sido muito pouca.

Também, para Manuel António, dono do Hotel Pontão, a expectativa não é grande, já que a retoma “não vai ser tão fácil”.

“Temos que ser positivos, mas não há grandes expectativas. A retoma do turismo no país vai levar seu tempo. Há que haver toda uma reorganização, programação dos voos… não vai ser tão fácil”, vaticinou.

Considerando que a esperança é a última virtude a morrer, os operadores económicos desejam ter um encontro com o Governo para análise e esclarecimentos da falada retoma de turismo “sem optimismos exagerados”.

Perspectivando, por um lado, contar com o apoio do Governo até 2021, mas por outro, reticentes quanto à abertura das instituições bancárias no sentido da continuidade do não pagamento dos créditos, durante esse tempo de pandemia, uns e outros receiam “falência” das empresas se os bancos não tiverem esse entendimento.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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