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Covid-19/Sal: Obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre acolhida por uns e criticada por outros

Espargos, 05 Out. (Inforpress) – A obrigatoriedade do uso de máscaras na via pública, a partir de hoje, para fazer face à covid-19, foi bem acolhida, no Sal, por uns, porém, outros manifestam-se desagradados com a imposição, considerando-a uma “violação de direitos”.

O uso de máscaras ao ar livre passou a ser obrigatório, salvo algumas excepções, e o não cumprimento desta imposição é punido com multas que vão de 1.500 a 15 mil escudos.

Numa ronda ao centro da cidade dos Espargos, a Inforpress reparou que muitas pessoas andavam ainda sem máscaras, quer a pé quer de bicicleta.

Abordada sobre a nova medida, a maioria das pessoas com quem a Inforpress esteve à fala concorda com essa obrigatoriedade, já que, conforme analisa, é uma forma de combater e evitar a propagação do vírus.

Porém, defendem campanhas de sensibilização para a importância do uso de máscaras no combate à covid-19, pelo menos nestes primeiros dias, até as pessoas se habituarem à nova realidade, conforme referem.

“Se o vírus é uma realidade, e as pessoas não estão a cumprir convenientemente com as regras sanitárias…, julgo que foi bem pensada, não obstante o incómodo que a máscara provoca. Se a gente não vai a jeito, vai a peito”, comenta Francisco Dias, acrescentando que a “máscara é a nossa vacina”.

O mesmo entendimento tem Maria do Rosário, para quem, sem a colaboração das pessoas, o vírus não vai tão cedo embora, daí que a aplicação de multas, diz, “é importante” para que as pessoas possam ter a consciência “que o perigo espreita”.

“Há que doer no bolso para que as pessoas possam tomar tom, e consciência. É uma questão de segurança sanitária nos protegermos uns aos outros para evitar o contágio e, consequentemente, a propagação da doença”, exteriorizou, compreendendo que a fiscalização, a intervenção policial deve funcionar para fazer valer a norma.

Por outro lado, pensando nos indivíduos com problemas de saúde, na impossibilidade de usarem máscaras, uns e outros entendem que devem estar na posse de documento justificativo para evitar, assim, problemas com as autoridades.

Entretanto, para Jassira, Eneida Lopes, Evandro e outros tantos, todos jovens, o uso obrigatório de máscaras faciais em todos os espaços públicos, incluindo nas vias públicas, é “uma aberração”.

“Não se compreende. Gostamos de copiar coisas lá fora, em Portugal especialmente”, desabafou um deles.

A proposta de lei foi levada pelo Governo, com carácter de urgência, à sessão parlamentar ordinária na Assembleia Nacional alargando a obrigatoriedade do uso de máscara facial – que já se aplicava desde Maio nos transportes públicos e no interior das empresas – a todos os espaços públicos, incluindo na via pública, independentemente do tipo de actividade.

Ficam de fora desta obrigação os menores de 10 anos e pessoas com problemas de saúde, aplicando-se a mesma norma em todo o território nacional a pessoas em situação de contacto próximo na via pública que não partilhem a mesma residência, embora com excepções também para a prática de educação física com distanciamento social e prática de etiqueta respiratória.

Este regime vai substituir o que estava em vigor desde 02 de Setembro, cujo decreto-lei estipulava o uso de máscara facial nos espaços públicos como um “dever cívico de todos os cidadãos” e que “a actuação das forças e serviços de segurança” teria apenas “carácter pedagógico e orientador”.

O incumprimento da actual obrigatoriedade dá origem a aplicação de coimas, como já se referiu, cujas receitas vão se reverter a favor do Serviço Nacional de Protecção Civil (SNPC) e do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP).

SC/JMV

Inforpress/Fim

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