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Covid-19/Sal: Líder bancada do PAICV pede “acção forte” do Governo para inspirar confiança dos cabo-verdianos (c/áudio)

Espargos, 16 Abr (Inforpress) – A líder da bancada do PAICV (oposição), no Sal, defendeu hoje uma “acção forte” do Governo para inspirar a confiança dos cabo-verdianos, face ao combate à covid-19, e apela a cada um a fazer a sua parte.

“Eu sinto que há dúvidas, as pessoas estão receosas, e creio que o maior apelo que se pode fazer neste momento é cada um cumprir a sua parte no sentido da prevenção e combate da doença”, ponderou, Kátia Carvalho, em declarações à Inforpress.

Ao fazer essas considerações, a eleita municipal acrescentou que o Governo tem de ter uma “acção forte” para “manter a confiança dos cabo-verdianos”, para que se mantenham serenos “neste momento difícil” que o País atravessa.

Tendo em atenção o número de casos positivos de covid-19 na ilha da Boa Vista, que ultrapassa 45 casos, Kátia Carvalho pede “uma melhor gestão da situação”, e que as medidas evitem a propagação e aumento de números de infectados.

Perante o cenário que se vive no país, Kátia Carvalho  disse esperar uma “boa articulação” entre o Governo, os poderes locais e demais instituições desconcentradas nas ilhas, de modo a permitir uma “acção forte” e que “inspira a confiança dos cabo-verdianos”.

“Neste momento os cabo-verdianos precisam de confiança. Precisamos sentir confiança no Governo, para que mantenhamos seremos e tranquilos nesta luta”, reiterou, receando que esta pandemia se propague para as outras ilhas, já que no momento há três ilhas com casos positivos.

“O meu receio é, precisamente, que haja números positivos nas outras ilhas. Aqui não está em causa só a fragilidade do nosso sistema de saúde, mas também da rede de todas as instituições públicas, como a segurança, a protecção civil, e a própria sociedade civil, através das suas organizações sociais”, analisou.

Fazendo essa leitura, Kátia Carvalho acautelou que, havendo um cenário de mais casos em outras ilhas, poderá haver “alguma dificuldade” em dar resposta às situações.

“Portanto, é preciso que as acções consigam, pelo menos, manter circunscrito, controlar e evitar que a doença chegue às outras ilhas do país”, preveniu.

Além da questão da evolução da doença, em si, a mesma fonte aponta outra “grande preocupação” que se prende, conforme disse, com os impactos económicos e sociais, já que a pandemia da covid-19 provocou situação de redução ou até perda total de rendimentos de muitas famílias.

Referiu que no Sal o impacto já está a ser sentido, uma vez que a ilha depende maioritariamente do turismo e da aviação, os sectores “mais afectados”.

Neste particular, Kátia Carvalho manifestou-se surpreendida com o facto de a Empresa Nacional de Segurança Aérea (ASA), a maior empresa pública do País, solicitar a suspensão dos contratos de trabalho.

“Isso é um sinal péssimo. Se a ASA faz isso, imagine-se as micro e pequenas empresas, os trabalhadores por conta própria (…) e nós mesmos, funcionários que dependemos dos nossos salários, que também temos a cargo trabalhadores domésticos, por exemplo empregadas domésticas”, exteriorizou.

“O Governo anunciou um pacote de medidas, mas julgo que é preciso pensar em todos os grupos sociais, e sobretudo a exequibilidade e efectivação dessas mesmas medidas”, concluiu.

SC/AA

Inforpress/Fim

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