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Covid-19: “Primeiro-ministro tem medo de ser confrontado sobre situação do País” – líder do PAICV

Cidade da Praia, 28 Abr (Inforpress) – A presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, acusou hoje o (MpD, poder) de querer “condicionar” a democracia e considerou que o primeiro-ministro tem medo de ser confrontado sobre a situação actual da covid-19 no País.

A líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (oposição), que falava esta manhã na sessão plenária da Assembleia Nacional, durante aprovação da ordem do dia, disse que não há nenhuma razão para Ulisses Correia e Silva não comparecer à Casa Parlamentar para o debate com os deputados, mas também para informar os cabo-verdianos sobre as medidas que o seu Governo tem implementado para combater o novo coronavírus.

“É evidente para todos os cabo-verdianos que a maioria, do MpD, quer condicionar a democracia e tiveram vários episódios nesse condicionamento tentando fazer com que o parlamento não funcionasse”, referiu.

Para a líder do PAICV, o Governo deve comunicar ao país como é que as medidas estão a ser executadas, o que está a correr bem e aquelas que precisam corrigir.

Segundo Janira Hopffer Almada, o primeiro-ministro (PM) esteve no parlamento no dia 17 de Abril, porque havia a necessidade de autorizar a prorrogação do estado de emergência.

“A verdade que não se quer dizer é que o primeiro-ministro tem medo do confronto, isso é evidente até nas conferências de imprensa onde Ulisses Correia e Silva tem feito apenas anúncio sem direito a perguntas dos jornalistas”, exemplificou Janira Hopffer Almada que disse que sendo Cabo Verde é um país democrático o PM devia comparecer na sessão plenária de Abril.

Assegurou que o PAICV esteve disponível desde inicio nessa luta, evitando o confronto político e apresentou propostas e medidas.

Na ocasião, a líder da bancada do Movimento para Democracia (MpD), Joana Rosa, acusou a oposição de fazer “guerrilha” num momento que requer o patriotismo e responsabilidade de todos.

“Devem respeitar-se mutuamente, ninguém deve impor-se, mas fazer a imposição dentro daquilo que é o quadro democrático é a maioria quem vence”, referiu afirmando que ainda há pessoas que não conseguiram adaptar-se e conhecer a verdadeira essência da democracia e a existência de uma maioria e minoria.

Para Joana Rosa, os cabo-verdianos estão à espera de que essa minoria arrepie o caminho tenha uma postura digna, democrática e que respeita o momento actual que o país está a passar.

Por seu turno, o presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), António Monteiro, considerou que neste momento é necessário criar as condições para acudir as necessidades das pessoas, das famílias e das empresas.

Apelou aos deputados do MpD, do PAICV e ao Governo a fazerem tudo e a levarem em conta a situação que o país vive de modo a evitar que essa crise se complique ainda mais.

A UCID defende o debate urgente com o primeiro-ministro para fazer cumprir a Constituição da República e o regimento do Parlamento, sublinhando que o argumento apresentado para justificar a ausência do PM, não “cola”.

“Nós não concordamos com questões paralelas que não são fundamentais para estes debates, nós entendemos que estamos num Estado de direito democrático e o facto de estamos no estado de emergência não significa que a nossa Constituição da República foi metida na gaveta”, apontou.

Da parte do Governo, o ministro de Estado, Fernando Elísio Freire assegurou que estão a cumprir com a constituição do País, e que estão serenos e tranquilos porque o estado de emergência está a ser utilizado na devida proporção para defender os cabo-verdianos.

“O Governo está disponível para participar em qualquer debate com o Parlamento no quadro normal do seu funcionamento, sendo que estamos num estado excepcional, com medidas excepcionais onde o Estado e o Parlamento consideram que devem adoptar medidas excepcionais de funcionamento e relacionamento”, referiu o ministro que apelou pela solidariedade e humanidade.

O governante desvalorizou as acusações da oposição e avançou que as mesmas não abalarão a convicção e determinação do Governo de vencer a covid-19 e defender os interesses dos cabo-verdianos.

AV/CP

Inforpress/Fim

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