Covid-19/Praia: Classe artística pede direito de acesso ao trabalho

Cidade da Praia, 14 Jan (Inforpress) – A classe artística manifestou-se hoje na cidade da Praia em prol do direito ao trabalho no sector da cultura, tendo o porta-voz, Batchart, afirmando em declarações aos jornalistas que não estão a pedir solidariedade e nem piedade de ninguém.

“A partir do momento em que tens uma tutela que vai à comunicação social com toda a sua ousadia dizer que 2020 foi um ano super positivo (…), mostra claramente que está de costas viradas para a classe e que não comunica com a classe”, afirmou Batchat, completando que “é uma tutela que não tem a noção” do que a classe artística está a passar.

Nas suas declarações, este porta-voz disse ainda que já houve artistas que voltaram para a casa dos pais, assim como pessoas que fecharam empresas, que já demitiram trabalhadores e que, realmente, a classe artística está a padecer neste momento.

“Não estamos a pedir solidariedade e nem piedade de ninguém. Estamos a pedir o nosso direito de acesso ao trabalho”, disse Batchart, para quem, primeiramente, o governo deve ouvir os artistas enquanto classe.

“Esta não é uma iniciativa que está acontecer de nada. Não amanhecemos hoje e decidimos sair à rua. Já houve várias tentativas de reunir com a tutela. As medidas que foram tomadas são completamente unilateral, sem considerar as propostas que já foram feitas pela classe”, ressaltaram.

Batchart disse ainda que a classe espera que haja uma abertura por parte da tutela para ouvir a classe.

“Queremos ser ouvidos para que, simplesmente, possa haver políticas públicas adequadas e ajustadas a este momento”, ressaltou.

Questionado sobre tais medidas, este porta-voz queixou-se do cancelamento do fundo de financiamento para a cultura, que é, no seu ponto de vista, “uma coisa grave”.

“Neste momento, estes fundos deveriam estar disponíveis para co-financiar projectos. Estamos num momento crítico”, prosseguiu este interlocutor, acrescentado que em 2020 o governo tirou tudo o que é entretenimento do Regime Especial das Micro e Pequenas Empresas – REMPE

Quanto à adesão dos artistas Batchart afirmou que gostou de ver a diversificação, uma vez que não participaram da manifestação apenas músicos e produtores, mas também pessoas ligadas ao teatro e arte circense, por exemplo.

“Estamos unidos enquanto classe e sabemos qual é o nosso valor”, finalizou.

GSF/JMV
Inforpress/fim

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