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Covid-19: PP duvida dos fins dados às ajudas internacionais atribuídas a Cabo Verde

Cidade da Praia, 31 Mai (Inforpress) – O presidente do Partido Popular (PP), Amândio Barbosa Vicente, disse hoje duvidar dos fins que estão a ser dados às ajudas internacionais que Cabo Verde vem recebendo para dar combate ao novo coronavírus.

Na sua reunião quinzenal, os dirigentes do PP, força política sem assento parlamentar, analisaram questões da gestão da crise sanitária do novo coronavírus e ainda a da corrupção em Cabo Verde e a demolição das casas no bairro de Alto da Gloria, na Cidade da Praia.

O PP diz duvidar de todas as ajudas internacionais que Cabo Verde recebeu no combate a esta crise e questiona o Governo sobre os fins dados a essas ajudas.

“Reparamos que há muita tafulhada e manobra no fundo para ver se na verdade o dinheiro recebido foi para outros fins e não para o de gestão da crise sanitária. Temos dúvida de tudo que tem a ver com o dinheiro que foi recebido”, afirmou.

Amândio Vicente protestou ainda contra o Governo nas questões das pessoas que ficaram retidas nas ilhas e ainda acusou o Governo de acto de vingança contra a direcção do PP que ficou “preso” durante dois meses na Ilha da Boa Vista.

Conforme disse, os transportes, tantos aéreos como marítimos iam e vinham muitas vezes vazios, e os dirigentes do PP mesmo com os testes negativos não foram transportados da Boa Vista para a Cidade da Praia.

“O Governo deixou-nos lá porque queriam vigar-se do PP, que tem sido uma pedra no sapato deste Governo”, criticou.

Durante a gestão desta crise sanitária, para este partido o Governo cometeu alguns erros, como falha no controle de entrada das pessoas no arquipélago, mesmo depois do alerta da Organização Mundial da Saúde e falta de sinal de alerta antes de aplicar algumas medidas, sendo que a maioria teve efeito surpresa nas pessoas.

O líder dos populares fez referência ainda a questão da atribuição da cesta básica, a suspensão do contrato de trabalho dos trabalhadores cujas empresas estão em regime de lay-off, e a atribuição do Rendimento Solidário e do Rendimento Social Emergencial.

Relativamente a questão das demolições das barracas, Amândio Vicente criticou a Câmara Municipal da Praia por inexistência de  uma política social de habitação para as pessoas mais desfavorecidas.

“A câmara não tem uma política social de habitação e quando a população resolve fazer a sua barraca, ela vai e convoca polícia e tropa para demolir as suas barracas. Chamamos atenção da comunidade internacional sobre esse caso porque vimos militares no terreno com arma de guerra contra o seu próprio povo”, protestou.

Denunciou ainda que a edilidade tem terrenos para atribuir a Kim Negócio, aos portugueses e italianos, mas não tem terreno para atribuir às pessoas vulneráveis.

Outra questão analisada durante esta reunião foi a corrupção no país, que para este partido “tem-se tornado sistémico”, ou seja, algo natural, levando “um pequeno grupo de pessoas a ficar rico, enquanto a grande maioria da população continua na miséria”.

O PP fez referência ainda aos supostos contratos e negócios do Governo com a IT Solution de Nha Bex, o Instituto de Democracia e Desenvolvimento, a Binter, a Cabo Verde Airlines, a CV Inter Ilhas, as “máfias de terreno” na Cidade da Praia e na Boa Vista, o Novo Banco, o Fundo de Ambiente, entre outros, e pediu ao procurador-geral da República para não esquecer desses casos.

Para o Partido Popular, as nomeações do procurador-geral da República e do presidente do Tribunal de Contas têm que ser feitas de forma diferente e sem ligação política.

AM/CP
Inforpress/Fim

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