Covid-19: Posição do Governo em decretar o estado de calamidade no Fogo e prorrogar em Santiago e Sal foi “assertiva e necessária” – ANMCV

Cidade da Praia, 03 Set (Inforpress) – O Presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV) considerou hoje que a posição do Governo em decretar o estado de calamidade na ilha do Fogo e prorrogar nas ilhas de Santiago Sal foi “assertiva e necessária”.

“É necessário continuar com as medidas de prevenção, sendo certo que é sempre melhor serem associadas às de impacto económico”, disse Manuel de Pina em declarações à Inforpress.

De acordo, com o também autarca, as medidas têm que se manter e serem apertadas para retardar e mitigar a taxa de penetração nas ilhas onde há maior incidência do vírus.

“Quanto mais mecanismos forem criados para tentar retardar a contaminação é melhor, mas têm que ser acompanhados de medidas para mitigar os efeitos económicos sobre a população”, observou Manuel de Pina.

No cômputo geral, o presidente da ANMCV defendeu que, desde a primeira hora, o Executivo tem tido posições assertivas, com excepção à última declaração do estado de emergência, que segundo ele, “não teve o impacto sobre o que está a acontecer agora”.

No entanto, apontou que é necessário mais vigilância e fiscalização para complementar as medidas, sobretudo nas circulações na via pública e o evitar de aglomerações.

O Governo decretou esta terça-feira, 02, estado de calamidade na ilha do Fogo e prorrogou em Santiago e no Sal até 31 de Outubro, visando reforçar as medidas de contenção contra a covid-19.

Cabo Verde ultrapassou esta quarta-feira os quatro mil casos acumulados de covid-19 num dia em que o Ministério da Saúde comunicou mais um óbito e outras 78 novas infecções e 37 recuperados da doença transmitida pelo novo coronavírus.

Com estas novas infecções, Cabo Verde passa a contabilizar, 3.460 recuperados, 41 óbitos, dois doentes transferidos e um total acumulado de 4.048 casos positivos.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

OM/ZS

Inforpress/Fim

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