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Covid-19: Portugal já deu quase 200 mil vacinas aos PALOP e Timor-Leste

Lisboa, 24 Jul (Inforpress) – Portugal já entregou aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e para Timor-Leste quase 200 mil vacinas contra a Covid-19, para além de material farmacêutico, ao abrigo do Plano de Acção contra a pandemia.

“Até 20 de Julho de 2021, disponibilizámos um total de 196.000 doses de vacinas contra a Covid-19 aos PALOP e a Timor-Leste”, confirmou o gabinete do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação à Lusa.

As 196 mil doses, que concluem a primeira fase do Plano de Acção, já foram entregues aos países, tendo 50 mil ido para Angola, 48 mil para Cabo Verde, 24 mil para Guiné-Bissau e 50 mil para Moçambique, numa lista onde aparecem ainda São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, com 12 mil vacinas cada, para além da intervenção feita através do mecanismo europeu de partilha de vacinas e da Covax.

“Todos os lotes de vacinas enviadas para os PALOP e Timor-Leste foram acompanhados do material necessário para viabilizar a sua administração, incluindo, nomeadamente, seringas e agulhas”, acrescentou o Ministério dos Negócios Estrangeiros na resposta enviada à Lusa.

Questionado sobre a razão de a Guiné Equatorial ser o único país africano lusófono que não recebeu vacinas de Portugal, o gabinete de Francisco André assegurou que “a Guiné Equatorial, enquanto PALOP, está a ser abrangida pelo Plano de Acção” e lembrou que “em Março passado, na sequência da explosão de um quartel militar na cidade de Bata, que afectou o material e combate ao Covid 19 que estava disponível nessa cidade, e em resposta a um apelo de apoio das autoridades equato-guineenses, Portugal respondeu positivamente a esse apelo”.

Para além disso, acrescentou, “também no âmbito da formação em diversas áreas médicas relacionadas com o tratamento de doentes Covid, os diversos módulos disponibilizados online estão disponíveis também para profissionais de saúde da Guiné Equatorial”.

Para além deste apoio, acrescenta-se na parte da resposta sobre este país, “no âmbito da segunda fase do Plano de Acção, focado na vacinação, a Guiné Equatorial poderá receber também vacinas doadas por Portugal, se enfrentar problemas de fornecimento que não possa resolver por si própria”.

Em Junho de 2020 foi elaborado o Plano de Acção na resposta sanitária à pandemia Covid-19, entre Portugal e os PALOP e Timor-Leste, que assentou em dois eixos: disponibilização de recursos, em que foram já investidos mais de 5 milhões de euros; e de formação, onde ficaram inscritas 96 acções de formação, de acordo com o gabinete de Francisco André.

O apoio de Portugal a estes países lusófonos assenta em três vertentes, que são o “apoio multilateral via Covax; apoio bilateral directo; e apoio via Mecanismo Europeu de Partilha de vacinas, com a consignação de pelo menos 5% dos lotes de vacinas comprados por Portugal destinadas aos PALOP e Timor-Leste”, apontou o Governo.

O primeiro-ministro português, António Costa, anunciou, em Luanda, que Portugal vai triplicar a oferta de vacinas aos PALOP e Timor-Leste, passando para de um para três milhões de doses, no combate à covid-19.

Na conferência de imprensa final após o encerramento da XIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dia 17 de Julho, António Costa recordou que Portugal se tinha comprometido a oferecer 5% do total de vacinas, mas as contas mais recentes permitem disponibilizar quatro vezes mais.

No caso dos PALOP e Timor-Leste, o Governo português vai “triplicar e passar de um milhão para três milhões o número de vacinas a distribuir”, referiu Costa.

“De acordo com aquilo que é o cálculo que nós temos de vacinas que vamos poder disponibilizar” será possível doar “um total de quatro milhões de vacinas”, explicou.

“Por isso, temos mais um milhão que afectaremos a outros programas, designadamente poderemos alargar ao Brasil, aos países da América Latina ou poderemos simplesmente integrar o mecanismo Covax, sem nenhum destinatário específico”, disse então o primeiro-ministro.

Inforpress/Lusa/Fim

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