Covid-19/Porto Novo: Docente insiste na criação de um fundo de apoio aos “alunos mais carenciados”

Porto Novo, 23 Dez (Inforpress) – O professor Miguel Autinho, que lecciona na escola técnica e secundária João Varela, no concelho do Porto Novo, Santo Antão, insiste na criação de um fundo de apoio aos “alunos mais carenciados” na aquisição de equipamentos informáticos.

Este docente tinha proposto, em Abril, à câmara do Porto Novo a criação de um fundo de apoio aos “alunos mais carenciados” no município na aquisição de equipamentos informáticos, para permitir aos estudantes assistirem às aulas à distância, proposta que, segundo Miguel Autinho, “continua actual”.

“As aulas presenciais em contexto de sala de aula foram retomadas, mas com o tempo lectivo de cada disciplina reduzido substancialmente. Então, na falta de condições para implementar o ensino à distância, o professor vê-se obrigado a fazer uma política de fotocópia financeiramente mais exigente, penalizando, em maior grau, os alunos bastante carenciados, que, diga-se de passagem, não são poucos”, fundamenta o professor.

Daí que, “a proposta ainda é actual”, e, caso seja implementada, “poderá fazer toda a diferença”, numa altura em que é preciso impulsionar o ensino à distância como medida solidária para aliviar os pais do elevado custo de fotocópias de material educativo, avança Miguel Autinho.

Para Miguel Autinho, as desigualdades entre crianças “com e sem” é evidente nas escolas e, “nestes tempos de pandemia”, agravam-se ainda mais por causa das restrições a que as famílias são submetidas.

“É nesta óptica que seria importante a criação de um fundo para conseguir equipamentos informáticos, e conexão à internet, para alunos mais carenciados do município do Porto Novo”, fundamenta o professor, explicando que o fundo teria “um valor mínimo” assegurado pela Câmara Municipal do Porto Novo, estando, também, aberto à participação de mecenas privados.

O fundo permitiria a aquisição de ‘tablets’ para alunos do segundo ciclo do ensino básico obrigatório e para alunos do nono e décimo anos do ensino secundário, computadores portáteis para alunos do décimo primeiro e do décimo segundo anos do ensino secundário, explica.

JM/ZS

Inforpress/Fim

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