Covid-19: OMCV aposta na produção de máscaras comunitárias para atribuir às famílias vulneráveis

Cidade da Praia, 13 Mai (Inforpress) –  A Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV) aposta na produção de máscaras comunitárias para atribuir às famílias mais vulneráveis a nível nacional, informou hoje a presidente Idalina Freire.

Em declarações à Inforpress, esta responsável disse que mesmo com a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, covid-19, a OMCV não parou com a sua missão social.

Fez saber que esta organização não-governamental tem trabalhado com as famílias mais vulneráveis atribuindo cestas básicas e no aconselhamento, e, ao mesmo tempo, produzindo máscaras para as mais necessitadas.

No Centro de Formação Profissional de São Vicente, informou que essa produção iniciou logo no começo da pandemia, com o envolvimento de algumas mulheres voluntárias e outras apenas pagam alguma quantia para assegurar os seus rendimentos.

Já na ilha do Sal, as mulheres do centro da OMCV também iniciaram com a produção com o objectivo de apoiar, não só as mulheres da ilha turística como também da Boa Vista.

Na ilha de Santiago, a OMCV está a trabalhar com uma cooperativa de produção na área de tecelagem em São Domingos e, na próxima semana, vão iniciar a produção no Centro de Formação no Tarrafal na área de corte e costura e nas Cooperativas de Alto Costura de Porto Novo e de Ribeira Grande, em Santo Antão.

Essas máscaras, avançou, são distribuídas de forma gratuita aos vulneráveis, enquanto as pessoas com algum rendimento dão em troca géneros alimentícios ou matérias de higiene, que depois são distribuídos às famílias vulneráveis.

Em relação ao trabalho da OM-Crédito, Idalina Freire informou que estão em constante contacto com as micro-empreendedoras, que não estão a trabalhar por causa da covid-19, no sentido de encoraja-las e na procura de soluções para que possam retomar ou adaptar as suas actividades depois deste período.

Esta responsável explicou que estão num processo de analisar cada caso, uma vez que “cada cliente é um cliente e cada situação é uma situação”.

“Vamos renegociar para ver como vamos fazer. É claro que algumas actividades têm de ser restruturadas porque o momento não permite fazer este tipo de actividade, daí que têm que pensar o que podem fazer neste momento”, precisou.

Ainda, informou, estão em contacto com vários parceiros na procura de alguns projectos e recursos para apoia-las e para apoiar esta instituição de micro crédito.

“Embora é uma situação mundial e todo o país está numa situação de instabilidade, mesmo assim estamos em contacto permanente com os nossos parceiros para ver se conseguimos algum recurso para que possamos retornar as nossas actividades”, finalizou.

AM/CP
Inforpress/Fim

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