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Covid-19: Jovens também podem sofrer e morrer devido à doença – médica epidemiologista

Cidade da Praia, 17 Jul (Inforpress) – A médica epidemiologista Ofélia Monteiro disse hoje que os jovens também podem sofrer e morrer devido à infecção pelo novo coronavírus, e alertou que todos correm o risco de desenvolver a forma grave da covid-19.

A médica que trabalha no Hospital Agostinho Neto, na Praia, e está ligada à gestão do centro de isolamento dos doentes com covid-19, disse que é falsa a ideia de que os jovens não sofrem com essa doença e citou exemplos de casos concretos registados pelo hospital central para fundamentar o seu posicionamento.

“Como sabem, no hospital Agostinho Neto internamos os doentes com gravidade clínica e nós já tivemos doentes jovens com pneumonia grave que quase se sucumbiram perante a doença”, afirmou em conferência de imprensa habitual para balanço da situação em Cabo Verde.

“O doente mais jovem que nós tivemos com pneumonia grave tinha 29 anos e neste momento, temos um doente com 33 anos, saudável, sem nenhuma patologia anterior e que também está com uma pneumonia grave. Os jovens também podem sofrer e morrer de covid”, acrescentou indicando que a evolução da doença depende da resposta inflamatória que acaba por ser individual e geneticamente programada.

Pelo centro de internamento do Hospital Agostinho Neto já passaram 102 doentes com covid-19. A médica explica que inicialmente todo infectado era internado no hospital central. Contudo, desde Maio passaram a ser levados para o centro hospitalar apenas doentes com critérios de gravidade que necessitavam de cuidados diferenciados.

Destes, indicou que 65 tinham critérios de pneumonia grave ou outra complicação grave de covid, dos quais resultaram 10 óbitos.

Ofélia Monteiro explicou que a covid-19 não só é uma doença sistémica em que o órgão mais atingido é o pulmão, mas também uma doença que atinge o sistema nervoso central e o rim fazendo falência nesses órgãos.

Por isso mesmo, aproveitou a sua presença na conferência de imprensa para reforçar a necessidade da prevenção por parte da população.

“Além de conhecer a doença nós temos que fazer mudança das nossas atitudes a nível da sociedade para evitarmos a propagação da doença, tanto dos jovens como das pessoas idosas ou com doenças associadas. Estamos todos em riscos de desenvolver uma forma grave de covid-19”, alertou.

Cabo Verde registou, nas últimas 24 horas, mais um óbito e 45 novas infecções, dos quais 37 foram registados na ilha de Santiago, sendo 16 na Praia, dois em Santa Catarina, 11 em Santa Cruz, sete em São Miguel e um em Tarrafal. Os outros oito casos foram notificados na ilha do Sal.

Com a actualização dos dados, Cabo Verde passa a contabilizar um total de 1.939 casos positivos acumulados, dos quais resultaram 20 óbitos, tendo já 913 pessoas recuperadas da infecção provocada pelo novo coronavírus.

Os dados mostram que ainda o país conta com 1.005 casos activos distribuídos pelos diversos concelhos do país.

Praia é o município com maior número de casos (1.099), seguido do Sal (407), Santa Cruz (170), Santa Catarina (94), Boa Vista (57), Ribeira Brava (30), São Miguel (17), Tarrafal (14) e São Vicente (13).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 585.000 mortes e infectou mais de 13,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

MJB/CP

Inforpress/fim

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