Covid-19: Israel detecta primeiro caso de infecção dupla conhecida como “flurona”

Jerusalém, 02 Jan (Inforpress) – Israel detectou o seu primeiro caso de contágio simultâneo pelo coronavírus SARS-CoV-2 e pelo vírus influenza, conhecido como “flurona”, numa mulher grávida não vacinada, confirmou hoje o Ministério da Saúde israelita à agência de notícias EFE.

“Flurona” é uma designação definida a partir dos termos ‘flu’ (gripe, em inglês) e ‘rona’ (de coronavírus).

A mulher recebeu alta em 30 de Dezembro após ser tratada a sintomas ligeiros derivados dessa infecção dupla (gripe e covid-19), acrescentou o jornal Times of Israel.

Os casos de “flurona” terão sido detectados pela primeira vez nos Estados Unidos, durante o primeiro ano da pandemia de covid-19.

Os especialistas do Ministério da Saúde israelita acreditam que haja casos semelhantes, ainda não identificados, quando quase duas mil pessoas estão internadas por gripe e ao mesmo tempo os casos positivos da variante Ómicron do SARS-CoV-2 estão a aumentar no país.

A circulação dos vírus influenza e SARS-CoV-2 ao mesmo tempo é preocupante e de alto risco para a população, especialmente dos cidadãos mais vulneráveis, já que as duas doenças afectam o sistema respiratório superior, alertaram especialistas.

A covid-19 provocou 5.428.240 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado na sexta-feira.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.990 pessoas e foram contabilizados 1.424.016 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde de hoje.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, em 24 de Novembro, foram notificadas infecções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

Inforpress/Lusa/Fim

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