Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Covid-19: INPS estima perder 34 por cento das receitas de contribuição

Cidade da Praia, 24 Jun (Inforpress) – O Instituto Nacional de Previdência Social estima perder cerca de 34 por cento (%) das receitas devido a redução na arrecadação das contribuições, face ao orçamento inicial, informou hoje a presidente do conselho directivo desta instituição.

Orlanda Ferreira fez esta consideração durante um encontro de trabalho com o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, para analisarem uma estratégia específica de inserir mais profissionais do sector da Cultura no sistema de previdência social.

Tendo em conta a situação económica que o País vive, provocada pela crise sanitária do covid-19, a mesma fonte disse que este ano vai ser “complicado” porque nesta situação de “muitas incertezas” as receitas arrecadas vão diminuir “substancialmente”.

É neste sentido que, avançou, o INPS aprovou um Orçamento Rectificativo de 2020 para que haja um equilíbrio nas receitas arrecadas, evitando assim que esta instituição mexa nos fundos de pensões dos contribuintes.

“Este tinha que ser aprovado porque as despesas da administração não pode ultrapassar 08% de todas as receitas arrecadas no INPS. Tivemos que fazer alguns ajustes, excluindo alguns projectos que nós tínhamos para o ano de 2020, de forma a não ter necessidade de mexer naquilo que são os direito dos trabalhadores”, acentuou.

Outra preocupação que levou esta entidade a fazer a rectificação do orçamento, explicou, tem a ver ainda com o impacto de Covid-19, não só a nível das medidas tomadas pelo Governo, mas também pela previsão de recessão económica no País.

Essa recessão, frisou, terá um “impacto enorme” no sistema de segurança social, visto que haverá menos emprego, e, consequentemente, menos inscritos e menos contribuições declaradas no INPS.

Tudo isto, segundo Orlanda Ferreira, vai exigir do sistema de previdência social uma gestão “mais rigorosa, mais acompanhada e controlada”, de forma a não ultrapassarem aquilo que são os desafios.

Assegurou que estão a tentar cumprir todas as responsabilidade com os segurados e os familiares inscritos no INPS, mesmo diante das adversidades, devido a mais responsabilidades no âmbito das medidas excepcionais tomadas pelo Governo, visando a minimização dos efeitos do covid-19.

Até a semana passada, informou, 14.342 trabalhadores foram pagos no âmbito de suspensão de contrato de trabalho, correspondente a um valor aproximado de 376 mil contos.

“Na fase inicial, tendo em consideração o estado de emergência, tivemos alguma dificuldade em responder de imediato, no âmbito de suspensão de contrato de trabalho, porque tivemos de criar as condições internas para depois fazer face a este desafio”, disse, assegurando que, neste momento, as coisas estão estabilizadas e estão a fazer os pagamentos sem qualquer problema.

As reclamações que ainda persistem, segundo esta responsável, não se devem ao INPS, mas por culpa das entidades empregadoras que têm situação não regularizada junto do INPS ou não estão inscritas ou ainda não completaram os processos para que estes possam ser analisados.

Relativamente ao pagamento do Rendimento Solidário aos trabalhadores de regime especial de micro, pequenas e médias empresas inscritos no INPS, avançou que foram contemplados 4.053 trabalhadores, correspondente a um valor de 40 mil contos.

Em relação ao subsídio de desemprego, Orlanda Ferreira disse que houve algumas alterações para que pudessem dar cobertura a um número cada vez maior de pessoas que solicitam esse subsídio.

“Atingimos já 1622 trabalhadores na situação de desemprego e prevemos para este universo atingir uma despesa à volta de 75 mil contos, uma vez que é pago mensalmente e teremos de pagar pelo menos cinco meses a cada um desses trabalhadores”, disse, ajuntado que até este momento já foram pagos 19 mil contos.

Com esta situação provocada pela pandemia do novo coronavírus, o INPS teve ainda a responsabilidade com o isolamento profilático, ou seja, as pessoas que ficam no isolamento por causa da doença, a quem foram garantido o subsídio de isolamento profilático, equivalente ao subsídio de doença.

AM/JMV

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos