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Covid-19/Ilha do Sal: Protecção Civil roga à consciência das pessoas face ao cumprimento das medidas sanitárias

 Espargos, 04 Mai. (Inforpress) – O comandante regional do Serviço Nacional da Protecção Civil para a Região Sal/Boa Vista, Nuno Santos, disse hoje que a maior dor de cabeça das autoridades prende-se com o uso de máscaras e festas privadas que envolvem agrupamentos.

Nuno Santos fez essas declarações à Inforpress, num momento em que Cabo Verde volta à situação de calamidade, com excepção da ilha Brava, pelo que roga à consciência das pessoas face ao cumprimento das medidas sanitárias para que se possa dar combate à pandemia provocada pela covid-19.

A situação de calamidade do País foi anunciada sexta-feira, 30, pelo Governo, através do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, devido ao aumento do número de casos diários de covid-19.

Perante tal medida, as autoridades, no Sal, concretamente, Protecção Civil, Forças Armadas, Polícia Nacional, equipa de fiscalização da câmara municipal, IGAE, lançam mãos à obra intensificando as acções de fiscalização e sensibilização no terreno.

O comandante regional do Serviço Nacional da Protecção Civil para a Região Sal/Boa Vista conta que a instituição tem planeado acções de sensibilização no terreno, junto das comunidades, apesar das pessoas, conforme considerou, terem a noção do contexto que se vive no País, e saberem o que fazer para prevenir, combater e evitar a propagação do vírus da covid-19.

“Mas nunca é demais relembrar. Então temos previsto neste fim-de-semana uma acção de sensibilização na cidade dos Espargos, extensiva também à ilha da Boa Vista, envolvendo associações, nomeadamente os Escuteiros, para além da fiscalização que tem estado também a decorrer durante esses dias, com incidência no cumprimento do horário de funcionamento, à luz da nova resolução”, conta.

Quanto às acções de sensibilização no terreno, o responsável explicou que baseiam-se em fazer as pessoas entenderem a importância do distanciamento, da não aglomeração, realização de festas, do uso de máscaras e higienização das mãos.

“Estamos num momento difícil, e cada um tem que fazer a sua parte. Não é apenas um papel das autoridades, de estar sempre em cima a alertar e a impedir que as pessoas façam o que de antemão já sabem. As pessoas têm que tomar consciência do problema, e fazer a sua parte para que o País, a ilha voltem à normalidade”, disse em tom de apelo, reiterando que a maior dor de cabeça das autoridades tem a ver com a utilização de máscaras e actividades que envolvem agrupamentos, como festas privadas.

“Ao que parece as pessoas não estão a levar a situação a sério. As autoridades não poderão estar em todo o lado. Por isso é que apelamos à consciência de cada um, especialmente a camada jovem que está completamente alheia ao problema”, advertiu.

Nuno Santos conclui insistindo no apelo à população no sentido de usar a máscara, fazer o distanciamento, evitar festas privadas que envolvem aglomeração de pessoas, lembrando o adágio popular que “há mais marés do que marinheiros”.

“Ou seja, deixar festas para depois. Têm muito tempo para isso. Mas primeiro há que combater e evitar a propagação do vírus”, enfatizou.

Cabo Verde conta com 3.030 casos activos, sendo o município da Praia o mais afectado com um total de 1.316 infecções, seguido das ilhas do Sal com 382 e de São Vicente com 375.

SC/CP

Inforpress/Fim

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