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Covid-19/Ilha do Sal: Moradores preocupados com situação do ex-Hotel Aeroflot em Santa Maria

Santa Maria, 10 Jun (Inforpress) – Os moradores de Santa Maria, na ilha do Sal, dizem-se preocupados com a aglomeração de pessoas que há muitos anos invadiram o ex-Hotel Aeroflot, face à situação da covid-19, mormente com registo de casos naquela cidade turística.

Inactivo há dez anos, o emblemático estabelecimento hoteleiro abriga, há muito tempo, mais de duzentas pessoas, tanto nacionais como estrangeiras oriundas da costa ocidental africana que invadiram o espaço, sem água, luz eléctrica, em estado avançado de degradação.

Agora, com o aparecimento dos casos de covid-19 na ilha do Sal, os moradores de Santa Maria, especialmente, dizem-se preocupados com a quantidade de gente que habita aquele lugar, onde há de tudo um pouco, conforme referem, desde consumo e tráfico de droga, armas, entre outros males sociais.

“Só visto como vivem lá dentro. Se algum deles apanhar o coronavírus, o que será de nós em Santa Maria e mesmo da ilha do Sal”, exterioriza Maria (nome fictício), para quem as autoridades deviam tomar medidas com aquela gente.

“Moro para lá do hotel Aeroflot, e já me deram ‘cassú body’. Tudo indica que era um dos invasores, porque surgiu do nada, naquelas imediações”, desabafa outra jovem da cidade turística.

A propósito da situação do ex-hotel Aeroflot, tendo em conta a presente situação causada pelo novo coronavírus, a covid-19, o delegado de Saúde local, José Rui Moreira, admite tratar-se de uma situação que inspira preocupação.

“Na verdade, trata-se de um lugar perigoso nessa presente conjuntura, não só com relação a covid-19, mas também outras doenças, tendo em conta o aglomerado de pessoas, e sem condições de habitabilidade”, frisou.

“As autoridades locais juntaram-se e conseguimos fechar a denominada casa para todos, também em Santa Maria, e estamos a tentar envidar todos os esforços no sentido de também fechar o hotel russo, para evitar a instalação e a propagação de doenças”, apontou.

Encerrado em Dezembro de 2010, durante a gerência da empresa “Cabocampo”, para manutenção por um período de dois meses, o Hotel Aeroflot nunca mais abriu, tendo, na altura, deixado no desemprego cerca de 23 funcionários, sem remuneração dos anos de serviços prestados.

As autoridades policiais explicam, por outro lado, que, tratando-se de uma propriedade privada, não poderão actuar de qualquer forma, a não ser mediante ordens do tribunal.

SC/JMV

Inforpress/Fim

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