Covid-19 /Ilha do Sal: Jovem empresária com foco no turismo interno para driblar a crise (c/áudio)

Espargos, 15 Ago (Inforpress) – A jovem empresária Hulda Rocha, proprietária da Agência de Viagens Malú Turismo e Serviços, no Sal, diz-se focada na viabilização do turismo interno, porque permitirá driblar a crise e alavancar as agências de viagens neste tempo de pandemia.

Hulda Rocha explicou, em entrevista à Inforpress, que a situação de pandemia da covid-19 fez com que todo o mercado do turismo ficasse parado, mas disse encarar este novo ciclo com “determinação e profissionalismo, já que é também uma oportunidade para explorar e descobrir outros campos e formas de sobrevivência.

“No mês de Abril tivemos grande quebra, com queda geral das vendas dado ao cancelamento dos voos. Temos acompanhado com muita atenção o evoluir da pandemia. Os tempos têm sido difíceis, já que as agências de viagem dependem do turismo, mas isso um dia há-de passar”, desabafou.

Considerando que os tempos maus ou menos bons também guiam para oportunidades, a jovem empresária diz-se, assim, focada no desenvolvimento do turismo interno, porque, conforme reiterou, pode ser uma das vias de sobrevivência das agências de viagens.

“Ainda bem que os voos domésticos, e os voos internacionais, essenciais, já começaram, o que dá algum alento. A Malú Turismo e Serviços trabalha mais com voos domésticos, daí pensar desenvolver um novo projecto centrado no turismo interno”, manifestou.

Uma empresária optimista por que, diante da pandemia da covid-19, em que também o País regista um número considerável de casos, Hulda Rocha diz que embora a nível mundial as viagens estão temporariamente desaconselhadas “há que se virar”.

“Ser persistente, não deixar de sonhar, mormente desistir, procurar outros voos, como por exemplo, fazer turismo interno, de forma responsável, respeitando a saúde e a segurança dos outros”, sublinhou.

“Através do turismo interno podemos descobrir os encantos do nosso país, muitas coisas interessantes, lugares bonitos, e mesmo exóticos. No início vai ser difícil, tendo em conta a conjuntura, muitas pessoas estão com medo, receio de viajar (…) mas temos tido bastante procura depois da reabertura dos voos”, considerou.

E tendo em conta que a base de venda da Malú Turismo e Serviços é nacional, a empresária diz que vai apostar no turismo interno para não só sobrevivência da agência, como disse, mas fazer também com que os cabo-verdianos conheçam e desfrutam desse destino turístico “maravilhoso” que é Cabo Verde.

“Nessa incerteza do tempo de retoma do turismo, o que a gente deve fazer, é focar no turismo nacional, que poderá ser uma salvação para as agências de viagens, particularmente os que trabalham, directamente, com estrangeiros. Mas para isso há que estabelecer parcerias com as companhias aéreas e hotéis, criar pacotes (…)”, explicou, desafiando os cabo-verdianos a experimentarem fazer “férias de sonho” dentro do país.

“Cabo Verde tem paisagens bonitas, e além de sol e praia, podemos fazer turismo de montanha, turismo cultural. Neste momento, estar perto de casa também é uma alternativa boa. Uma oportunidade para conhecer os cantos e encantos das diferentes ilhas do arquipélago. Programem as vossas férias no território nacional”, instigou a jovem empresária.

“Esta pandemia veio nos ensinar muita coisa. Para sermos mais humildes, tolerantes, compreensíveis e ajudar uns aos outros, particularmente os mais necessitados. Serviu de uma aprendizagem”, enfatizou, concluindo.

SC/CP

Inforpress/Fim

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