Covid-19/Ilha do Sal: Autarca aponta como “prioridade máxima” baixar os níveis de contaminação do vírus (c/áudio)

Espargos, 19 Set. (Inforpress) – O presidente interino da Câmara Municipal do Sal, Hermínio Monteiro, afirmou sexta-feira que a prioridade máxima, neste momento, é fazer baixar, na ilha, a taxa de contaminação provocada pela covid-19.

Hermínio Monteiro que substitui o autarca Júlio Lopes, que concorre a um segundo mandato, apoiado pelo Movimento para a Democracia (MpD), fez essas considerações à margem do encontro com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que se encontra no Sal para tomar pulso da situação socioeconómica e epidemiológica da ilha.

“Neste momento, a prioridade máxima é fazer com que as taxas de contaminação sejam as mais baixas possíveis. Não somos especialistas, mas conhecemos as formas para debelarmos ou controlar a situação”, exteriorizou.

Segundo Hermínio Monteiro, debelar ou controlar a situação passa, necessariamente, pelo cumprimento das recomendações sanitárias, nomeadamente lavar as mãos, observar o distanciamento social, uso da máscara, entre outras medidas de higiene.

“Isso, já nós todos sabemos (…), agora resta às pessoas cumprirem as medidas, cada um fazer a sua parte, para que possamos combater essa pandemia”, acrescentou.

Confiante, todavia, na retoma da actividade turística o mais “rapidamente possível”, o autarca admite que uma das principais exigências para essa concretização prende-se com a segurança sanitária.

“Para que o turista venha para o Sal, tendo em conta o contexto de pandemia, temos que ter, de facto, condições a nível de segurança sanitária para os receber”, referiu.

“Falta é ganhar confiança, o futuro é imprevisível, mas o que temos neste momento dá-nos tranquilidade suficiente para que o turista venha ao Sal e disfrute as suas férias com e em segurança”, assegurou.

Hermínio Monteiro, que assume a presidência da câmara em gestão corrente, afiançou que mesmo estando a ilha numa situação de pandemia, embora, ainda não controlada, conforme admitiu, o turista “pode vir ao Sal tranquilamente”.

“Vem para um destino seguro, e onde encontra condições mínimas de segurança sanitária, caso houver alguma situação de contágio, que obriga a esse tipo de cuidados”, concretizou.

O presidente da República que termina hoje essa visita de dois dias ao Sal, acompanhado do director nacional da Saúde, Artur Correia, teve a oportunidade de visitar o Hospital Regional Ramiro Figueira, o Centro de Saúde de Santa Maria, a Delegacia de Saúde, nos Espargos, e as instalações da Protecção Civil.

Cabo Verde regista, volvidos seis meses do aparecimento do primeiro caso na ilha da Boa Vista, 50 óbitos, 5.141 casos confirmados, dos quais 4.548 recuperados.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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