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Covid-19: IGAE sensibiliza operadores económicos para o cumprimento da lei (c/áudio)

Cidade da Praia, 20 Mar (Inforpress) – A Inspecção Geral das Actividades Económicas encontra-se no terreno a sensibilizar os operadores económicos para o cumprimento da lei, no âmbito das medidas adoptadas pelo Governo face ao surto do novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19.

Em declarações à Inforpress, o inspector-geral da IGAE, Elisângelo Monteiro, adiantou que face à situação global da pandemia do coronavírus são necessárias todas as medidas de prevenção, mas também de fiscalização, se impõem sobretudo a nível do controlo dos preços, do armazenamento dos produtos e que, nos últimos dias, se tem notado algumas queixas sobre aumento dos preços.

Segundo o inspector, essa “procura irracional sem justificação nenhuma” faz com que os operadores económicos aproveitem dessa mostra da necessidade e se sentirem inclinados em aumentar os preços.

“Estamos a fazer o controlo dos preços e informar claramente os operadores económicos que não haverá margem e se detectarmos irregularidades o infractor será imediatamente detido e apresentado às entidades responsáveis para seguir os procedimentos legais”, avançou.

Adiantou que durante a acção de fiscalização, tendo como foco a questão do açambarcamento de bens e produtos essenciais ou de primeira necessidade, foi detectado também várias outras infracções de “produtos avariados e que não estão seguros para o consumo”.

Explicou que os estabelecimentos que estão “inconformes” serão alvo de processo de contra-ordenação, que eventualmente poderá culminar em coima.

Na ocasião, apelou a contribuição de todos os operadores e consumidores para serem “mais cautelosos” em relação à procura excessiva dos produtos, sendo que neste momento essa procura “quase irracional” em comprar tudo e muito mais para guardar em casa é desnecessária, já que o País não esta numa situação de crise ou de falta de alimentação.

Cabo Verde registou esta quinta-feira o primeiro caso de Covid-19.

Trata-se de um cidadão de nacionalidade inglesa de 62 anos de idade, que chegou à ilha da Boa Vista no dia 09 de Março e, no dia 16, começou a apresentar um quadro respiratório com tosse e febre.

O Governo decidiu colocar a ilha da Boa Vista em quarentena até 04 de Abril, e anunciou a interdição dos voos domésticos de e para a Boa Vista, interdição de transportes de passageiros através de navios comerciais e de pesca.

“A ilha continuará a ser abastecida e reforçaremos o abastecimento à ilha em termos de mercadorias, de bens e produtos”, referiu o primeiro-ministro, que afirmou que vão ser encerrados todos os serviços públicos e privados, com excepção de farmácias e serviços públicos e privados de saúde.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infectou mais de 235 mil pessoas em todo o mundo, entre as quais mais de 9.800 morreram.

Das pessoas infectadas, mais de 86.600 recuperaram da doença.

 

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se já por 177 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, com a Itália a tornar-se, na quinta-feira, no país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 3.405 mortos em 41.035 casos.

A Espanha regista com 767 mortes (17.147 casos) e a França 264 mortes (9.134 casos).

Destaque também para o Irão, com 1.284 mortes em 18.407 casos.

Vários países adoptaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

AV

Inforpress/Fim

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