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Covid-19: Governo vai ter de injectar mais de um milhão de contos para TACV voltar a operar – ministro

Cidade da Praia, 26 Fev (Inforpress) – O ministro das Finanças anunciou hoje que o Governo vai injectar um milhão e 551 mil contos para a Cabo Verde Airlines voltar a operar mas esse montante será ajustado em função da evolução do mercado.

Olavo Correia, que participou na conferência de imprensa sobre o dossier dos transportes aéreos em Cabo Verde, considerou que se o Estado não intervier com recursos públicos nesta fase pandémica, dificilmente a Cabo Verde Airlines (CVA) conseguirá retomar os voos.  

“Ou o Estado intervém publicamente para viabilizar os voos da empresa, ou a companhia ficará no chão e não conseguira voar”, disse o ministro que adiantou que a ideia do Governo é clara e passa por redimensionar a própria ambição da empresa em termos de rota, frequências, número de aviões e reduzir os custos operacionais, para que a contribuição do Governo e dos accionistas seja o mínimo possível.   

O vice-primeiro-ministro avançou que para a empresa voltar a operar, os dados disponíveis indicam que será necessário cerca de 15 milhões de euros, sendo certo que os valores poderão ser ajustados em função da evolução do mercado, ou seja, se houver muitas restrições no mercado aéreo internacional e se a taxa de ocupação for muito baixa. 

“O impacto dessa empresa neste processo de retoma será importante, mas não podemos esquecer que estamos perante incertezas em relação à evolução do tráfico aéreo internacional, do impacto da vacina na mudança de comportamento dos consumidores e daqueles que procuram Cabo Verde”, apontou. 

Assegurou quer o Estado vai ter de fazer uma intervenção, mas realçou que será necessário, também, reduzir os custos e criar condições para que o Governo possa sair da empresa posteriormente, se as condições permitirem, medidas essas que, segundo o governante, está a acontecer um pouco por todo mundo. 

O ministro das Finanças garantiu que a Loftleider Icelandic, do grupo Icelandair, ainda está interessada na companhia, mas lembrou que a prioridade para os próximos 12 meses, do ponto de vista do mercado, será o apoio na retoma do turismo e a ligação dos principais mercados de Cabo Verde com os hubs internacionais. 

“Em função da evolução do mercado da aviação civil a empresa terá de ser flexível para se adaptar ao contexto das novas circunstâncias e ao novo modelo de negócios para o sector da aviação civil”, apontou. 

Durante a conferência de imprensa, o ministro do Turismo e Transportes anunciou que o Governo e a Loftleider Icelandic assinam, na próxima semana, um novo acordo para a gestão da transportadora aérea Cabo-verdiana (CVA). 

O novo acordo prevê mudanças no conselho da administração (CA), alteração nos contratos de leasing, nas estratégias e o Estado deverá injectar quatro milhões de euros (cerca de 440 mil contos cabo-verdianos). 

Em Agosto de 2017 o Estado de Cabo Verde e o Grupo Icelandair, assinaram o acordo de gestão da transportadora aérea cabo-verdiana, e em 2019 vendeu 51% da companhia aérea nacional (então TACV) por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde. 

AV/HF

Inforpress/Fim

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