Covid-19: Governo reforça Programa Fomento ao Micro Empreendedorismo com 300 mil contos

Cidade da Praia, 22 Mai (Inforpress) – O Governo, através do Conselho de Ministros, reforçou o fundo do Programa Fomento ao Micro Empreendedorismo com 300 mil contos, com objectivo de “fortalecer o financiamento” das instituições de micro finanças.

Em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, o porta-voz da reunião, Fernando Elísio Freire, explicou que a medida consta do projecto de proposta de resolução que procede à segunda alteração da resolução 97/2017, de 22 de Agosto, alterada pela resolução 32/2020, de 24 de Fevereiro, que cria o Programa Fomento ao Micro Empreendedorismo.

Considerou que, perante a situação actual da pandemia da covid-19, a economia cabo-verdiana sentiu efeitos “muito fortes e sensíveis”, sobretudo nos sectores do turismo e dos transportes, provocando “uma quebra no crescimento económico” e com “grande impacto” no emprego.

“Uma das formas de mobilizar o país, o emprego, fazer inclusão social, permitir maior capacidade de intervenção económica principalmente para as pessoas mais vulneráveis é através do micro financiamento para promoção do emprego digno e para inclusão social”, constatou.

Avançou que é neste quadro que o Governo vai reforçar o fundo Programa Fomento ao Micro Empreendedorismo com 300 mil contos, aumentar a garantia para 80 por cento (%) do crédito e ampliar o valor da bonificação para 60%, ou seja 160 mil contos.

A ideia, segundo o ministro de Estado, é reforçar o financiamento das instituições de micro finanças para que possam ter “acesso a mais crédito, chegar a mais pessoas e promover mais emprego”.

Explicou que o Programa Fomento ao Micro Empreendedorismo é gerido pela Pro-Empresa, que irá continuar a fazer os acordos e parceiras com os profissionais das instituições de micro finanças, e terá como parceiros fundamentais as câmaras municipais, associações de jovens empresários e Organizações Não Governamentais (ONG), no sentido de chegar a mais entidades e beneficiários possíveis.

“Cada empréstimo irá variar entre 300 contos e 1.500 contos, no máximo, sendo que o objectivo central é permitir as pessoas terem rendimento para poderem fazer e iniciar uma actividade económica com inclusão produtiva que lhes permita criar emprego e inclusão social”, referiu.

Adiantou que neste momento o Governo está a trabalhar num plano económico pós-pandemia e no orçamento rectificativo que será apresentado em Junho.

AV/AA

Inforpress/Fim

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