Covid-19: Governo promete analisar situação do sector da construção civil

Cidade da Praia, 29 Mai (Inforpress) – A ministra das Infra-estruturas Ordenamento do Território e Habitação assegurou hoje que o Governo vai analisar a situação da construção civil no país, para ter uma “noção real” de quanto “se perdeu”, para compensar os empreiteiros, caso houver necessidade.

Eunice Silva falava aos jornalistas, na cidade da praia, no final da reunião que manteve hoje com os empreiteiros através de videoconferência, presidida pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

“Estamos a trabalhar com os empreiteiros que estão a apresentar as suas situações e vamos analisar caso a caso (…) as situações, para apurar se há necessidade de compensação ou não, para termos uma ideia em que medidas há perdas”, referiu.

A governante adiantou que neste momento todos os trabalhos suspensos e que têm um contrato já foram retomadas, mas avançou que os prazos de execução terão de ser prorrogados.

“Neste momento, estamos a fazer a avaliação dos projectos que foram lançados em concurso e que ainda não arrancaram, e muito em breve estarão concluídas para a adjudicação que irá depender da disponibilidade que o país tem actualmente face à pandemia da covid-19”, sublinhou.

Eunice Silva mostrou-se confiante de que as novas obras irão arrancar ainda no decorrer deste ano, para além do trabalho que o Governo está a fazer para mobilizar novos recursos para novas infra-estruturas e dar continuidade à dinâmica deste sector que é extremamente importante e que representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo a governante, trata-se de um sector vital para a economia nacional, que cria emprego e infra-estruturas para outros sectores e com a situação actual da pandemia algumas medidas terão de ser adaptadas.

Por seu turno, o presidente da Associação dos Empreiteiros, Paulo Figueiredo, disse que o sector está preparado para retomar os trabalhos, mas ciente das limitações existentes, que, reconheceu, “é uma situação nova” que introduziu “condicionantes extraordinários” para a construção civil, em que em determinadas situações vão ser muito difíceis de ser implementadas.

Avançou que as empresas já estão a preparar-se para introduzir novas componentes dentro dos seus planos de segurança, com maior controlo, formação do pessoal, introdução de equipamentos individuais e outras acções para acompanhar as medidas gerais de protecção, sendo certo que “haverá algumas actividades que poderão ser realizadas com alguma proximidade social, mas com protecção sanitária”.

Em relação à linha de crédito disponibilizada pelo Governo, afirmou que neste momento as empresas estão a reorganizar-se para beneficiar deste apoio, tendo realçado que a suspensão colectiva dos contratos foi importante, uma vez que “permitiu às empresas ter um custo menos durante o período em que estiveram paradas”.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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