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Covid-19: Governo prevê descida da procura turística de 58,8% em 2020

Cidade da Praia, 01 Jul (Inforpress) – O Governo prevê descida da procura turística de 58 por cento (%) em 2020, devido aos impactos da pandemia, esperando ainda que as receitas no sector reduzam em 61,6%.

Esta análise é feita na proposta de Orçamento Rectificativo, avaliando a situação económica actual do país e as perspectivas para o futuro.

Conforme o documento, a economia nacional apresentou um “bom desempenho” com um crescimento de 5,7% em 2019, embora o “cenário internacional adverso” marcada pela “guerra comercial” e pela desaceleração das maiores economias mundiais.

Avança que a nível nacional, não obstante os efeitos da seca, o crescimento “foi impulsionado pelo bom desempenho dos sectores secundários” e de serviços, com especial destaque para o sector dos transportes com um crescimento de 10,0%.

Entretanto, explica, o surto do novo coronavírus “aumentou ainda” mais o risco para a economia global, afectando, negativamente as perspectivas de crescimento económico no mundo e me Cabo Verde.

Perante o cenário, aponta a mesma fonte, Cabo Verde “foi triplamente impactado”, o encerramento das fronteiras, a declaração do estado de emergência e o aumento dos custos de saúde pública representam “choques simultâneos de oferta”, culminando numa queda da produtividade da economia, bem como na “abrupta redução” da demanda e serviços.

“Neste cenário, a procura turística, depois de ter crescido 7,0% em 2019, como o efeito da covid-19, tende a decrescer 58,8% em 2020, esperando que as receitas de turismo reduzam 61,6%”, pode-se ler no documento.

A nível das contas externas, a análise indica que a par da redução das receitas de viagens e receitas de transportes aéreos e marítimos, assim como das exportações, deverá ocorrer “uma diminuição nas importações de bens”, uma “importante fonte de receitas” fiscais que, em 2019, cresceram 3,3%.

Por outro lado, “o défice na conta financeira deverá aumentar 12.580 milhões de escudos”, em 2019, para em 17.330 milhões em 2020, reflectindo o desempenho nos influxos do investimento directo estrangeiro e no aumento do endividamento externo em função da forte queda esperadas nas receitas fiscais e não fiscais.

No tocante às finanças públicas, o Governo atestou que, as receitas totais, que em 2019 atingiram o montante de 57,7 milhões de contos, deverão alcançar o montante de 53,1 milhões de contos, conforme reprogramação decorrentes da crise causada pela covid-19.

“A dívida pública total, que vinha apresentando uma tendência decrescente em 2017, deverá aumentar, devido ao gap de financiamento, para 145,8% do PIB em 2020”, ajuntou.

No que respeita à situação monetária do país, o Governo diz que as projecções apontam para uma “redução da massa monetária” em torno de -7,9% em 2020, sendo reflexo em larga medida de dinâmica do activo externo líquido, que deverá reduzir em 14,8%.

HR/CP

Inforpress/Fim

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