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Covid-19: Governo garante verba destinada ao Carnaval ao longo do ano apesar da proibição

Cidade da Praia, 11 Jan (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas garantiu hoje que apesar da proibição do Carnaval pelo Governo em todo o território nacional, a verba destinada ao mesmo será disponibilizada aos grupos ao longo do ano.

Abraão Vicente, que é também ministro do Mar, deu essa garantia aos jornalistas à margem da visita hoje efectuada à Enapor e ao Complexo de Pesca da Praia, um dia depois do Governo ter anunciado a proibição de todas as actividades do Carnaval no País, justificando com o “aumento exponencial” de casos de covid-19 no arquipélago.

O governante explicou que a decisão foi um trabalho conjunto de todos os sectores que estão envolvidos, nomeadamente os ministérios da Saúde, da Administração Interna e da Cultura, esclarecendo que fez uma audição prévia em Mindelo, “onde o Carnaval desempenha um papel económico e social bastante relevante”.

Abraão Vicente disse ainda que teve encontros telefónicos com o presidente da Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval de São Vicente (LIGOC-SV), que também manifestou a sua abertura para colaborar com o Governo, dado que o ambiente não é propício para se realizar Carnaval.

“O que nós falamos é manter a verba que está inscrita no Orçamento de Estado para o financiamento do Carnaval, para ao longo do ano, financiarmos um conjunto de actividades dos grupos, nomeadamente compras de kits de Carnaval, batucadas, formações e viagens internacionais para formação, ou seja, vamos continuar a apoiar o Carnaval, mas claramente o contexto não é favorável para a organização de desfile de rua”, disse.

Abraão Vicente lembrou que desde 2017, o montante destinado ao Carnaval é de 10 mil contos financiados pelo Fundo do Turismo e para todo o território nacional.

“A primeira proposta da LIGOC foi copiarmos aquilo que se fez em São Paulo e Rio de Janeiro, em que se proibiu a manifestação de rua, mas autorizou-se as manifestações em sambódromo, mas não temos. A Rua de Lisboa em São Vicente ou a Avenida da Liberdade na Cidade da Praia, não são sambódromos e não temos capacidade de controlo”, reconheceu.

Para além do Carnaval, a decisão do Governo envolve a proibição das festas promovidas no quadro das celebrações culturais do Dia de Cinzas, uma tradição vincadamente na ilha de Santiago e a Corrida da Liberdade que todos os anos, a 13 de Janeiro, se assinala na Cidade da Praia, sendo que as actividades culturais que se promovem no mês de Abril ficam a depender da evolução da situação da pandemia.

O Governo comunicou estas restrições ao País, esta segunda-feira, 10, no dia em que se registaram dois óbitos e 709 casos novos de covid-19, passando a contabilizar 5.566 casos activos, 45.002 recuperados, 362 óbitos, sendo 20 óbitos por outras causas e nove transferidos, perfazendo um total de 50.959 casos positivos acumulados.

DR/ZS

Inforpress/Fim

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