Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Covid-19: Governo e parceiros sociais validam o orçamento rectificativo em 75 milhões de contos

Cidade da Praia, 26 Jun. (Inforpress) – Os parceiros sociais apreciaram hoje positivamente, em reunião de concertação social, a proposta de orçamento rectificativo, estimado em 75 milhões de contos, mais dois milhões que OE’2020 e a agenda económica e social, visando acelerar a recuperação económica e social.

Esta informação foi avançada à imprensa pelo vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, no final do encontro que reuniu parcialmente – presencial e em videoconferência – todos os parceiras sociais, de entre representantes dos trabalhadores, das entidades empregadoras e do Estado.

Olavo Correia enalteceu o facto de “todos os parceiros apreciarem positivamente a proposta”, mas manifestou a sua preocupação pelo facto de “Cabo Verde, pela primeira vez na sua história, vai entrar numa recessão económica, situada entre 6.8 a 8.5 por cento”.

O governante revelou uma previsão de duplicação da taxa de desemprego de 10 para 20%, isto é, de 20 mil para cerca de 40 mil pessoas, o que a seu ver vai implicar mais pobreza e mais desigualdades, para além de uma previsão de aumento do défice orçamental de 1.7 para 11.4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Esta alteração radical, previu o governante, vai fazer aumentar a dívida pública cabo-verdiana que em 2008 era de 58% e 130% em 2016, chegando a baixar em 2019 para cerca de 124%, pelo que com as consequências da pandemia pode elevar a dívida pública para 145 a 150 % do PIB.

“Estes dados tendem a piorar, em função dos riscos que temos no que tange ao desconfinamento, ao time para a descoberta da vacina e da cura ou para a retoma da actividade económica normal, sobretudo na perspectiva da conectividade de Cabo Verde com o mundo”, realçou, convicto de que Cabo Verde terá uma perda de receita de estado na ordem dos 18 milhões de contos.

Nesta perspectiva, disse que estas consequências implicam uma restrição fundamental em relação ao futuro do País, com um orçamento de despesas de 74 milhões de contos, dos quais 24 milhões dedicados ao pagamento de salários na administração função pública, sete milhões transferidos para as câmaras municipais, outros para transferências sociais e cinco a seis milhões de juros.

A estes números acrescentou 13 milhões de contos voltados para aquisição de bens e serviços (projectos financiados com recursos externos) e 10 milhões de contos destinados a investimentos públicos, financiados basicamente pela via do recurso ao financiamento externo.

Por tudo isto, o governante explicou que a margem governamental do ponto de vista da redução das despesas pública é muito limitada, a não ser que haja corte nas remunerações, nas transferências sociais e nos investimentos públicos.

Olavo Correia deixou, entretanto, bem explícito que com esta proposta de orçamento “não vai haver aumento de impostos, pelo contrário, vai haver uma redução do IVA na hotelaria.

Segundo o Olavo Correia, mesmo com esta situação, não vai haver redução do rendimento das pessoas, nem vai haver cortes nas prestações sociais, indicando que vai haver aumento para a saúde, educação e transferência de renda” e que sequer vai haver cortes nos investimentos públicos.

Prognosticando a retoma económica em 2021, o ministro das Finanças disse que Cabo Verde vai manter o volume de investimento, não obstante a queda nas receitas a volta de 18 milhões de contos nas receitas e outros dois a nível das despesas com recursos à dívida externa concepcional.

SR/JMV

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos