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Covid-19: Governo atribui rendimento social de inclusão a 8 mil famílias em situação de pobreza extrema

Cidade da Praia, 27 Mar (Inforpress) – O Governo anunciou hoje que vai atribuir o Rendimento Social de Inclusão a 8 mil famílias em situação de pobreza extrema e um valor de 10 mil escudos por um período de um mês, a 30 mil trabalhadores do sector informal.

O anúncio de medidas de mitigação ao sector informal da economia adoptadas pelo Governo para apoiar as famílias em situação de pobreza extrema, que dependem economicamente do trabalho informal, as crianças vulneráveis e os idosos que vivem sozinhos foi feito hoje pelo primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva em conferência de imprensa, na cidade da Praia.

Segundo este governante, essas medidas visam assegurar e garantir a satisfação das necessidades básicas a nível da alimentação, o acesso à saúde, rendimento familiar a essas camadas, num momento em que o país atravessa uma situação de risco de calamidade face a confirmação de cinco casos da Covid-19 nas ilhas da Boa Vista e cidade da Praia.

Assim, adiantou, o Governo decidiu atribuir o Rendimento Social de Inclusão a 8 mil famílias em situação de pobreza extrema, lembrando que 68% destas famílias vivem no mundo rural.

O chefe do executivo fez saber igualmente que será implementado um Regime de Rendimento Solidário para trabalhadores do regime REMPE e por conta própria do sector informal, atribuindo-lhes um valor de 10 mil escudos por um período de um mês.

Essa medida, ajuntou, se estende aos vendedores do comércio informal e dos mercados municipais.

Ulisses Coreia e Silva garantiu ainda a assistência alimentar imediata a 22.500 famílias, correspondentes a cerca de 90.000 pessoas, cujo rendimento se situa abaixo do salário mínimo ou sem qualquer fonte de rendimento.

A segurança alimentar a cerca 30.000 crianças que frequentam o sistema educativo e que pertencem a agregados familiares mais vulneráveis, de acordo com o governante continuará a ser garantida.

Por outro lado, serão reforçadas as acções de cuidados a domicílio destinados a 712 idosos e pessoas dependentes que vivem isolados, com recurso ao recrutamento de trabalhadores sociais, cuidadores e voluntários para garantir assistência, em articulação com os serviços das câmaras municipais, da Protecção Civil e de Saúde.

Entretanto, afiançou que as medidas anunciadas vigoram por um período de um mês e, caso o cenário a nível do país não melhorar até esse período, as mesmas terão continuidade.

O custo total destas medidas emergenciais, para o período de um mês, segundo o governante, é superior a 365 mil contos.

Ulisses Correia e Silva anunciou esta quinta-feira situação de risco de calamidade no país e mandou encerrar, de 27 até 17 de Abril, todos os serviços e empresas públicas, reforçando assim as medidas de combate à Covid-19.

Cabo Verde registou até o momento cinco casos positivos do novo coronavírus, sendo três na ilha da Boa Vista e dois na cidade da Praia. Entre os três casos positivos na ilha da Boa Vista, um resultou em óbito, o inglês de 62 anos.

CM/ZS

Inforpress/Fim.

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