Covid-19: Governo alarga horários de funcionamento para sectores de restauração e bebidas

Cidade da Praia, 02 Ago (Inforpress) – Os sectores de restauração e bebidas tiveram alargamento dos horários de funcionamento, ao par da adopção das novas condições, que conjugadas, permitem reforçar o nível de segurança e conformidade sanitária, conforme anunciou hoje o ministro da Administração Interna.

Paulo Rocha deu estas informações durante a sua comunicação no acto de lançamento da Plataforma do Certificado Covid-19, que aconteceu hoje na Cidade da Praia, presidida pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

Relativamente aos horários, os bares passam a poder funcionar até a meia noite, assim como os lounge bar nos dias úteis. Estes serviços, ficam, segundo o ministro, a funcionar até às duas da manhã aos sábados, domingos e vésperas de feriados.

“De recordar que lounge bar são estabelecimentos que de origem são discotecas, clubes de dança ou pub dancing e que podem funcionar, quando autorizadas, como estabelecimentos de consumo de bebidas e de refeições leves, mediante conversão de actividade. Significa que devem funcionar em espaços amplos e arejados, com lugares previamente limitados e de forma que os clientes estejam organizados em pequenos grupos distanciados e que a actividade de dança nesses estabelecimentos é ainda absolutamente vedada”, alertou.

Enquanto se mantiver a situação de contingência, às sextas-feiras, a partir das 19:00, bem como aos sábados, domingos e vésperas de feriados, o funcionamento de bares e de lounge bar no horário referido, anunciou Paulo Rocha, apenas é permitido aos clientes que apresentem o certificado de covid-19 e vacinação, válido com pelo menos uma dose da vacina administrada, ou que sejam portadores de um teste PCR ou de antigênicos, com resultado negativo.

“O teste é para as pessoas que não queiram ou não possam vacinar. Os proprietários devem exigir o teste ou o certificado e proceder a sua verificação”, realçou o ministro da Administração Interna, completando que os restaurantes também vão funcionar até a meia noite.

Enquanto se mantiver a situação de contingência, prosseguiu, o atendimento público em restaurantes e locais fechados de venda ou consumo de refeições rápidas ou similares, têm a mesma condição, ou seja, às sextas-feiras a partir das 19:00, bem como sábados, domingos e feriados e apenas é permitido para clientes que apresentem o certificado covid-19 com pelo menos uma dose de vacina ou resultado negativo de um teste.

Esta exigência em concreto e apenas relativos aos restaurantes é aplicável a partir de 01 de Setembro.

Relativamente aos estabelecimentos turísticos e de alojamento local, continuou Paulo Rocha, o acesso, independentemente do dia de semana ou do horário depende da apresentação, por parte dos clientes no momento do check-in, do certificado covid-19 ou teste negativo e o mesmo vigora nos estabelecimentos de restauração integrados nos estabelecimentos turísticos e de alojamento local.

Quanto ao funcionamento dos espaços de dança, discotecas, clubes de dança, salões e locais de festas, estima-se a permissão de abertura plena a partir de 01 de Outubro deste ano, mediante a apresentação obrigatória do certificado covid-19 ou teste negativo.

“Esta medida está condicionada a evolução da cobertura vacinal. Isto é, precisamos continuar a vacinar para que esta medida seja efectivamente válida a 01 de Outubro”, frisou o governante, explicando que o funcionamento de ginásios, bem como o acesso ao interior das instalações por parte dos funcionários e prestadores de serviços passa também a estar condicionada a apresentação obrigatória do certificado de covid-19.

As actividades públicas, como espetáculos, actividades desportivas, artísticas, culturais e recreativas, de lazer cooperativa ou familiares são permitidas enquanto se mantiver a situação de contingência, mediante autorização das autoridades sanitárias e apresentação do certificado de vacinação ou teste negativo de todos os participantes, inclusive dos artistas, enquanto os festivais de música e de romaria continuam proibidos.

Aos menores de 18 anos não serão exigidos testes, nem certificados, uma vez que não estão ainda incluídos na lista dos elegíveis para vacinação.

“O certificado é apenas para ser mostrado, não deve ser retido, ou o registo dos dados pessoais não devem ser feitos pelos estabelecimentos, salvo em situações de fraude ou de indícios fortes de falsificação”, finalizou.

GSF/DR

Inforpress/Fim

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