Covid-19/Fogo: Município de São Filipe com registo de quatro óbitos este mês – delegada Saúde

São Filipe, 26 Jul (Inforpress) – O município de São Filipe, ilha do Fogo, registou só neste mês de Julho um total de quatro óbitos e as autoridades sanitárias mostram-se preocupadas com o evoluir da situação.

A delegada de Saúde de São Filipe, Joana Alves, disse tratar de um número elevado e por isso defendeu a necessidade de uma maior fiscalização por parte da equipa de “task-force” de luta contra a covid-19 em São Filipe.

As vítimas, todas idosas, com idade superior a 80 anos, contraíram a indecção de covid-19 na sequência de visitas de familiares que vieram do exterior, razão pela qual exortou os muitos emigrantes que ainda estão de férias na ilha a cumprirem as regras sanitárias, como o distanciamento físico, uso de máscaras e desinfecção das mãos.

Já em relação aos casos novos, na última semana, o município de São Filipe contabilizou 49 casos positivos, num total de 768 amostras analisadas, correspondendo a 6,4 por cento (%) de positividade e mais cinco casos do que na semana anterior.

Os casos estão espalhados por 21 localidades do município, com destaque para Monte Largo com 11 casos, Congresso com sete e Salto com seis, que são as localidades com maior número de casos, sendo que no total, o município conta neste momento com 49 casos activos.

Neste momento a ilha contabiliza 68 casos activos distribuídos pelos municípios de São Filipe 49, Mosteiros 11 e Santa Catarina oito casos.

Desde o surgimento do primeiro caso a 17 de Agosto de 2020, a ilha do Fogo já ultrapassou os três mil casos diagnosticados (3.051 casos acumulados da covid-19) distribuídos pelos municípios de Santa Catarina com 240 casos acumulados, Mosteiros com 661 e São Filipe com 2.150 casos e 2.965 recuperados sendo Santa Catarina com 229, Mosteiros 647 e São Filipe 2.089, e 15 óbitos, nove em São Filipe, três em Santa Catarina do Fogo e três nos Mosteiros.

Quanto a situação de pessoas com testes PCR positivo que tentam viajar recorrendo a testes nas clínicas existentes, sendo o último ocorrido no passado sábado no porto de Vale dos Cavaleiros, a delegada de Saúde indicou que quem tiver teste PCR positivo não poderá viajar ainda que tenha outro teste rápido negativo.

Com relação ao individuo de sexo masculino que foi impedido de viajar, Joana Alves disse que o mesmo foi informado na véspera de que não podia viajar num período de dez dias e que ele desafiou as autoridades, afirmando que iria fazer teste numa clínica e que ninguém podia impedi-lo, razão pela qual foi accionada a Polícia Nacional.

A delegada de Saúde disse ainda que este indivíduo tem familiares na ilha e que podia ficar na residência dos mesmos, sublinhando que a Delegacia de Saúde não assume a responsabilidade com as pessoas que testaram positivas antes de viagens.

No dizer da delegada de Saúde, este não é o primeiro caso de pessoas com testes PCR positivos e que tentaram viajar, mas como a delegacia tem sempre equipa no porto e aeroporto, estas pessoas são barradas de sair.

As autoridades sanitárias reconhecem que há necessidade de um reforço de fiscalização para o cumprimento das regras em vigor, mas neste momento depara com outro problema ligado às pessoas que chegaram do exterior, sobretudo dos Estados Unidos da América, que pelo facto de estarem vacinadas, recusam a fazer isolamento no caso de testarem positivo, e nem a cumprir as regras, alegando que já estão imunizadas.

Quanto à vacinação, no município de São Filipe, 968 pessoas estão completamente imunizadas com as duas doses e outras 5.198 já receberam a primeira dose da vacina AstraZeneca.

JR/DR

Inforpress/Fim

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