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Covid-19/Fogo: Hospital dispõe de cinco ventiladores mecânicos, quatro dos quais em óptimas condições de funcionamento

São Filipe, 08 Jul (Inforpress) – O director do hospital regional São Francisco de Assis, Evandro Monteiro, disse hoje à Inforpress que aquele estabelecimento hospitalar dispõe de cinco aparelhos de ventilação mecânica, dos quais quatro óptimos e funcionais.

E há mais um que poderá ser utilizado caso seja necessário, disse o director.

Segundo Evandro Monteiro o hospital não está com todas as condições ideais para enfrentar a pandemia por se tratar de uma situação complexa e, como se viu nas outras realidades próximas, a gestão da pandemia foi difícil dada a própria característica do vírus e da doença, que está ligado ao comportamento humano.

Por isso, adianta aquele clínico, há muitos aspectos que não dependem exclusivamente da parte organizativa e dos materiais.

“Estamos de longe melhor preparados, podemos fazer testes rápidos, há um compromisso do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) de, até final de Julho, ter a capacidade local de realizar os testes PCR”, salientou o director do hospital.

Evandro Monteiro adiantou, por outro lado, que já foram encomendados mais testes rápidos para todas as estruturas da região sanitária, inclusive para a ilha Brava, que tem uma capacidade razoável de realizar testes, observando que foram solicitados mais quatro mil testes rápidos, mil para cada estrutura da ilha.

No dizer do director do hospital São Francisco de Assis e da Região Sanitária Fogo/Brava, fez-se despiste na comunidade e o hospital montou uma estratégia para reduzir a possibilidade de entrada do vírus no hospital, sublinhando que dispõe de medicamentos protocolizados e que podem ser utilizados.

Evandro Monteiro sublinhou que existe boa vontade de fazer as coisas e uma equipa bem organizada, mas mesmo assim admite que poderá ocorrer falhas no funcionamento porque tem outros intervenientes, entre os quais a própria população, podendo registar-se alguma resistência no confinamento e na adopção das regras.

“Há muita teimosia em se aplicar correctamente as medidas traçadas pelas autoridades, mas não iremos parar de socializar e apelar às pessoas para o cumprimento das regras e, se tiver de impor algumas regras, pelo menos, internamente no hospital, serão adoptadas”, garantiu.

Pensando na instalação, até final de Julho, da capacidade para realização de testes PCR, o laboratório de análises do hospital foi reforçado com mais duas técnicas superiores e há a possibilidade da colocação de mais uma técnica nos próximos dias de modo a organizar e preparar-se para todas as circunstâncias.

Para evitar a disseminação do vírus, caso a ilha seja infectada, está-se a reorganizar o atendimento dentro do hospital porque, segundo Evandro Monteiro, se cinco ou 10 por cento (%) do pessoal estiver contaminado o hospital terá problemas no funcionamento.

Na eventualidade de o caso suspeito na ilha Brava venha a confirmar-se positivo, Evandro Monteiro é de opinião de que todos os contactantes devem ser identificados, isolados, estudados e tomadas as medidas que estão orientadas em todas as estruturas de saúde para evitar situações que poderia trazer mais problemas, lembrando que se trata de uma questão de saúde pública.

Além da não utilização das máscaras e do desrespeito das regras de distanciamento social, o que mais chama atenção do director do hospital São Francisco de Assis é a vontade das pessoas de, o quanto antes, regressar à normalidade.

Contudo, o que segundo o mesmo, isso passa necessariamente por uma nova normalização com outras formas de fazer as coisas e, por isso, as pessoas não podem pensar, a curto e médio prazos, na realização das actividades que dão gozo e prazer, mas readaptar-se ao “novo normal”.

“Na ilha do Fogo temos ainda capacidade e tempo para inverter a situação e de ajudarmos mutuamente, o serviço sanitário e a própria comunidade, para enfrentarmos com sucesso a situação e isso depende de todos”, concluiu.

JR/HF

Inforpress/Fim

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