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Covid-19/Fogo: Escola Dr. Teixeira de Sousa com condições para reinício das aulas presenciais para 12º ano – director

São Filipe, 15 Mai (Inforpress) – A escola secundária Dr. Teixeira de Sousa dispõe das condições para reiniciar as aulas presenciais para alunos do 12º ano a partir de segunda-feira, após dois meses de paralisação por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

O director deste estabelecimento, Emanuel Barbosa, avançou que o reinício das aulas para o 12º ano é facultativo segundo as instruções do Ministério da Educação e adiantou que as aulas presenciais acontecerão no horário normal.

Ao todo a escola Dr. Teixeira de Sousa conta com 10 turmas do 12º ano, sendo quatro turmas de humanística, quatro de Económico-Social e duas turmas da área de Ciência e Tecnologia, salientando que as turmas serão redistribuídas, com o máximo de 15 alunos por sala, devendo a escola proceder à redistribuição de professores.

O funcionamento das aulas presenciais é facultativo para a conclusão dos conteúdos previstos para este ano lectivo que porventura não foram concluídos e para a preparação para aplicação das provas de recursos.

Aos alunos cujos pais e encarregados de educação optem pela não frequência, explicou Emanuel Barbosa, as faltas são justificadas e para esses alunos continua-se com as aulas não presenciais ou à distância.

Emanuel Barbosa assegurou que estão criadas as condições para tal e os materiais de higienização, distribuição de máscaras aos alunos e professores e todo o processo relativo às medidas de segurança ficará a cargo de uma empresa de limpeza, higiene e conforto.

Sobre eventuais alunos do interior, Emanuel Barbosa avançou que o transporte é da responsabilidade da câmara de São Filipe mas lembra que no caso da escola Dr. Teixeira de Sousa, uma das duas escolas de ensino secundário do município de São Filipe, são poucos os alunos do interior.

Já António Gonçalves, director do complexo educativo Eduardo Gomes Miranda, a única escola secundária do município de Santa Catarina do Fogo disse que a escola recebeu um conjunto de orientações do Ministério da Educação (ME) para retoma das aulas presenciais mas como é facultativo a direcção deste estabelecimento de ensino está a ponderar se de facto vai ou não retomar as aulas no dia 18.

Segundo António Gonçalves, o reinício das aulas presenciais é para os alunos que vão para o recurso e como neste momento o processo de ensino à distância no município de Santa Catarina do Fogo está avançado e com resultado “bastante positivo” devido ao acompanhamento dos alunos e dos pais e encarregados de educação, a direcção está a pensar em dar continuidade ao ensino à distância e preparar para as provas de recursos.

Este disse que a direcção da escola aguarda a decisão final do sistema informático para a formatação das pautas e quando tiver a noção de número de alunos que poderão ir ao recurso poderá trabalhar num modelo presencial para estes alunos.

As aulas presenciais, segundo explicou, têm algumas implicações, nomeadamente no transporte escolar, a segurança dos alunos e professores com obrigatoriedade do uso de máscaras, desinfecção com álcool gel, e um conjunto de medidas de segurança incluindo a própria infra-estrutura que terá de ter condições para garantir que as aulas presenciais decorram em segurança.

Além disso, adiantou António Gonçalves, existe um outro factor que se prende com o facto de alguns docentes deste estabelecimento de ensino estarem de momento fora da ilha e pode agravar a situação.

António Gonçalves sublinhou que o ensino à distância continua em bom ritmo com alunos a serem acompanhados, observando que até este momento ocorreu três sessões de entrega de fichas a todos os alunos do município do primeiro ao 12º anos, inclusive os alunos com necessidades educativas especiais que estão a ser acompanhados pelos professores.

O complexo educativo dispõe de três turmas do 12º ano de escolaridade e em termos de rácio por turma, António Gonçalves disse que a situação é confortável mas lembrou que há problemas no transporte dos alunos das várias localidades do município.

Além disso apontou as condições higiénico-sanitárias que, segundo o mesmo, é deficitária não porque a escola não dispõe de recursos para adquirir os materiais de segurança exigidos como máscaras, álcool-gel e outros, mas porque não estão disponíveis no mercado.

A Inforpress tentou um contacto telefónico com as direcções das escolas secundárias Pedro Verona Pires (Ponta Verde) no interior norte do município de São Filipe e com a escola secundária dos Mosteiros para saber da possibilidade do reinício das aulas presenciais, mas sem sucesso.

JR/HF/ZS

Inforpress/Fim

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