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Covid-19/Fogo: Comunidades defendem apoios em géneros e económicos neste período de emergência

São Filipe, 08 Mai (Inforpress) – As comunidades e as famílias da ilha do Fogo defendem que o melhor apoio que poderiam receber neste período de emergência seria em géneros alimentares e económico, revelou o inquérito de monitorização das zonas mais críticas da ilha.

O inquérito que visava identificar as áreas mais críticas, mapear as áreas de maior risco e obter um documento que possa ser compartilhado e usado pelo Governo, câmaras, associações locais ou os outros projectos locais foi realizado durante o período do estado de emergência e no quadro do plano de contingência dos projectos, Rotas do Fogo e Pessoa, implementados pela ONG Italiana Cospe.

O documento, além de servir para implementar as acções necessárias e concretas para apoiar económica e socialmente os que estão expostos a situações de maior perigo e dificuldade, pode ser usado como base para acções adicionais diversas para medidas futuras ou servir como banco de dados para um conhecimento aprofundado da situação socioeconómica da ilha.

Dentro dos apoios a serem concedidos algumas comunidades/famílias defendem que poderia ser direccionado directamente para as comunidades dos pescadores, enquanto outros apontam para as famílias ligadas ao sector pecuário, que necessitam de ajuda com rações para animais e fornecimento de água.

Segundo o resultado do inquérito, as comunidades têm acesso aos principais serviços públicos, como água, electricidade, internet e transporte, pese embora para cada serviço, existam diferentes desafios e problemas nas comunidades, como acesso à água (Chã das Caldeiras e Ribeira Filipe).

Os criadores, revelou o estudo de opinião, sofrem actualmente com baixa venda dos seus produtos, as famílias que vivem da agricultura reclamam do fecho do mercado, além de outros problemas como falta de trabalho e de escoamento dos excedentes da produção.

O inquérito mostrou que existem dificuldades em todas as comunidades, mas com diferenças específicas quanto ao acesso à água, electricidade, internet, televisão”, referiu o documento.

Como principais dificuldades, quase metade das comunidades inquiridas (40 por cento) queixam-se da falta de recursos económicos originado pelo desemprego, sobretudo pelos criadores de gado e agricultores que apresentaram uma grande redução nas vendas.

Apesar de a produção estar em andamento para a maioria dos agricultores e criadores, o principal problema é a falta de fluxo de mercadorias motivado pelo encerramento dos canais habituais de vendas (mercados locais, mercado municipal, lojas, revendedores de rua), levando ao surgimento de outros problemas como dificuldade na criação dos animais, fraco escoamento dos produtos locais, falta de recursos para enfrentar esse período.

O inquérito foi realizado com o apoio das associações comunitárias mais representativas dos três municípios da ilha do Fogo e que são parceiras da organização não-governamental italiana, Cospe, na implementação dos projectos que são financiados pela União Europeia.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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