Covid-19: FAO, FIDA e Banco Mundial defendem “acção colectiva decisiva” para fortalecer resistência dos sistemas alimentares

Cidade da Praia, 25 Abr (Inforpress) – FAO, FIDA, PAM e Banco Mundial defendem a necessidade de adopção de medidas e acção colectiva decisiva visando fortalecer a resistência dos sistemas alimentares e aumentar a resiliência das populações mais vulneráveis, em tempo da covid-19.

Numa declaração conjunta emitida por ocasião da Reunião Extraordinária de Ministros da Agricultura do G20, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Banco Mundial e o World Food O Programa (PAM) consideraram que a covid-19 apresenta um desafio sem precedentes e com profundas consequências sociais e económicas.

Afiançam, neste sentido, que os países precisam trabalhar em conjunto para fortalecer a cooperação durante esta pandemia, que está afectando todas as regiões do mundo, apontando implementação de políticas, como medidas de curto prazo para restringir o comércio, “não distorçam os mercados globais”.

“A pandemia já está afectando todo o sistema alimentar. Restrições à circulação dentro e entre países podem prejudicar os serviços de logística relacionados a alimentos, interromper cadeias inteiras de suprimento de alimentos e afectar a disponibilidade de alimentos”, lê-se na declaração, que realça, que os impactos no movimento da mão-de-obra agrícola representarão em breve desafios críticos à produção de alimentos.

Para as referidas organizações, são necessários maiores esforços para garantir que as cadeias de valor dos alimentos funcionem bem e promover a produção e disponibilidade de alimentos diversificados, seguros e nutritivos para todos.

Ainda de acordo com a nota, os impactos económicos devastadores do COVID-19 reforçam a necessidade de investimentos que evitem futuros surtos dessas doenças infecciosas, alertando que a medida que a pandemia desacelera as economias, o acesso aos alimentos será afectado negativamente.

Assim, reforçam, é essencial manter a assistência humanitária contínua a grupos vulneráveis e adaptar-se a possíveis impactos do COVID-19, investimento para acelerar os esforços de recuperação e aumentar a resiliência das populações vulneráveis e resposta socioeconómica imediata ao COVID-19.

“É necessária uma acção colectiva decisiva agora para garantir que essa pandemia não ameace a segurança alimentar e nutricional e para melhorar a resiliência a choques futuros. Sobre isso, destacamos a Cúpula dos Sistemas Alimentares de 2021 como uma oportunidade para impulsionar acções transformadoras e contribuir para a Década de Acção da ONU para entregar os ODS até 2030”, realça a nota.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 200 mil mortos e infectou quase 2,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 736 mil doentes foram considerados curados.

Cabo Verde regista  o total de 88 casos confirmados de covid-19, sendo 52 na ilha da Boa Vista, 32 no município da Praia, um no concelho do Tarrafal, em São Domingos e São Vicente, um recuperado e um óbito.

CM

Inforpress/Fim

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