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Covid-19: Familiares da mais recente vítima atribuída ao vírus prometem recorrer à Justiça para “esclarecer algumas inverdades”

Cidade da Praia, 24 Jun. (Inforpress) – Os familiares da mais recente vítima atribuída à covid-19 em Cabo Verde continuam a acusar os serviços de saúde de “negligência médica” pela morte de Joceline Baessa, 31 anos, e prometem recorrer à justiça para “esclarecer algumas inverdades”.

Os irmãos Katia e Kevin Baessa não se conformam com a morte da irmã, a 19 de Junho no Hospital Dr Agostinho Neto, “supostamente vítima de coronavírus, após ter sido submetida a uma cesariana de uma gravidez com sete meses de gestação”, alegando que os trâmites antes e depois da morte exigem esclarecimentos das autoridades do País.

Justificam as suas alegações em como a vítima se deslocava com frequência às estruturas de saúde na capital, tanto ao Centro de Saúde de Tira Chapéu, bairro onde vivia, como também, à maternidade do Hospital Agostinho Neto, fazendo o seu controlo e acompanhamento pré-natal, devido a algumas complicações da gravidez e realçam que a mesma esteve no Hospital Agostinho Neto, nos dias 05, 15 e 17 de Junho, para efeito de consultas.

Garantem que de Abril a Junho, a falecida já tinha realizado dois testes rápidos na comunidade, com resultados todos negativos, que se juntam a um terceiro rápido no dia 15 de Junho, com resultado negativo.

Explicitam que no dia 17 de Junho, Joceline Baessa realizou um outro teste rápido que acusou presença de anticorpos do novo coronavírus, seguido de um teste PCR, que confirmou a presença de covid-19 no organismo da falecida.

Devido ao resultado do teste PCR ter dado positivo, prosseguem, os familiares foram informados dos procedimentos a serem seguidos, a partir deste resultado, o que começaria por uma cesariana a fim de isolar a mãe do filho e submetê-los ao tratamento em separados.

“A família foi informada de que o parto por cesariana já se tinha concretizado, que o bebé já se encontrava na incubadora e a mãe estava em repouso na maternidade”, afirmam os subscritores desta missiva, acrescentando que a família foi informada, entretanto, que a mãe posteriormente estava agitada com complicações respiratórias e que foi transferida para os cuidados intensivos e em isolamento.

Asseveram que após o anúncio da morte, o processo de sepultamento seguiu todas as recomendações sanitárias que o caso exige, da inteira responsabilidade da Delegacia de Saúde da Praia, sob um olhar atento e à distância de, apenas, dois tios da falecida, mas reclamam que apenas na segunda-feira, 22 os familiares foram submetidos aos testes PCR.

Estes, contudo, sentem-se “indignados” com o “abandono total deste caso pelas autoridades sanitárias” e questionam qual a verdadeira causa da morte da jovem, “se está relacionada com complicações pós-cesariana ou com um deficiente acompanhamento dos serviços da maternidade ou complicações respiratórias devido à covid-19?”.

Abordada pela Inforpress, a irmã Kátia revelou que o pai da falecida de 31 anos, que deixou dois menores de sete e três anos para além do bebé, assim como os familiares, nunca foi observado ou isolado e que continua com os seus afazeres com constantes idas de táxi ao hospital, seguros e centros de saúde.

Já na habitual conferência de imprensa para o balanço da covid-19, o director dos serviços de prevenção e controlo de doenças, Jorge Noel Barreto, disse esta terça-feira que “ainda não houve tempo sequer para se fazer um inquérito para tentar identificar” a fonte de infecção desta jovem falecida.

“A informação que nos passaram é que ela teria tido contacto com alguém muito próximo diagnosticado com infecção pelo novo coronavírus e que quando internada já apresentava sintomas respiratórias”, realçou o médico infecciologista.

Admite, entretanto, uma possível “falha de comunicação entre o Hospital Agostinho Neto e a Delegacia de Saúde da Praia para a demora na colheita das análises junto dos familiares”, já que “a partir da confirmação de um caso positivo há procedimentos que passam pela investigação dos contactos”.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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