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Covid-19: Está na altura de avaliar se as medidas tomadas pelo Governo para minimizar a crise económica foram suficientes – CCS

Cidade da Praia, 06 Mai (Inforpress) – O secretário-geral da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS) disse hoje que está na altura de avaliar se as medidas tomadas pelo Governo para minimizar a crise económica foram suficientes ou se há a necessidade de serem reforçadas.

José Luís Neves fez essa constatação em declarações à Inforpress, para analisar os resultados de um inquérito sobre os efeitos da pandemia da covid-19 nas actividades das empresas nacionais, apresentado esta terça-feira, 05, na Praia, pela Associação de Mulheres Empresárias de Cabo Verde (AMES&CD).

“É altura de avaliarmos, tendo em conta o arrastar da situação, se as medidas são suficientes ou eventualmente se há também a necessidade de as reforçar”, notou.

Neste sentido, José Luís Neves questionou se as empresas terão a necessidade de continuar a pagar os 75 por cento (%) no quadro da adesão do Lay-Off ou se terão a capacidade de continuar com o endividamento junto das instituições financeiras

O responsável questionou ainda os condicionalismos impostos pelo Governo para aceder às medidas, apontado que com essas restrições grande parte das empresas, cerca de 50%, podem não ter essa capacidade de aceder às medidas.

“Às vezes, fico com a impressão de que se a questão do acesso ao crédito era mais fácil antes da pandemia ou depois da pandemia e se com essas medidas, criadas para facultar, tornou-se mais difícil, ainda por cima aliada à questão da burocracia”, constatou José Luís Neves.

Por isso, defendeu que “à essa altura” nenhuma empresa deve ser excluída, destacando a necessidade de analisar caso a caso, levando em conta o critério dos postos de trabalho, em concertação com os bancos, a administração fiscal e a segurança social.

“Portanto, pensamos que é o momento de fazermos uma análise e vermos se há condições para as medidas serem reforçadas ou não “, sublinhou.

Segundo os resultados inquérito efectuado pela (AMES&CD), a maioria das empresas consideram que as medidas adoptadas pelo Governo para minimizar a crise económica são ” muito adequadas”.

Por outro lado, conclui que 73 por cento (%) das empresas elegeram a redução dos impostos até 50% a fundo perdido como uma das medidas mais adequadas para apoiar as empresas.

Aponta ainda que 59% das empresas vão precisar de até 1500 contos para fazerem o reforço da sua tesouraria.

“Seis em cada 10 empresas não vão conseguir pagar os impostos do mês de Abril, sendo essa percentagem (81%) maior nas grandes empresas”, adverte.

O inquérito contou com o apoio técnico da Afrosondagem e a parceria das Câmaras de Comércio de Sotavento e Barlavento, de Turismo, Associação das Agências de Viagens de Cabo Verde (AAVT) e Associação de Jovens Empresários de Cabo Verde (AJEC).

O FMI aponta que a economia cabo-verdiana, que cresceu 5,5% em 2019, vai em 2020 ter uma recessão em cerca de -5,5%, com fortes perdas nos sectores do turismo, transportes e nos sectores conexos.

Em Cabo Verde, já foram registados 186 casos de infecção pela covid-19 e duas mortes.

A situação levou à declaração de estado emergência que foi renovado por duas vezes em algumas ilhas como Santiago e Boa Vista, e que levou à suspensão das ligações inter-ilhas e com o exterior para transporte de pessoas há mais de 40 dias.

OM/JMV
Inforpress/Fim

 

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