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Covid-19/Economia: Cabo Verde terá de refazer as suas metas -FMI

Cidade da Praia, 24 Abr (Inforpress)- O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que perante as consequências da pandemia da covid-19, a economia cabo-verdiana terá uma recessão de -5,5% , o que irá obrigar o país a refazer as suas metas.

A previsão consta do relatório de avaliação no âmbito da missão de seguimento do Instrumento de Coordenação de Políticas (PCI), que decorreu em Dezembro de 2019.

No contexto da implementação do PCI, o FMI explica que a economia cabo-verdiana tem tido uma performance excepcional, com taxa de crescimento acima das tendências históricas, taxa de inflação baixa e controlada, melhoria do quadro orçamental e da posição líquida externa, permitindo, a par das melhorias na performance do sector empresarial do Estado, uma redução do endividamento público, em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).

O documento destaca que o arquipélago estava num “bom caminho” ao nível das finanças públicas, com as receitas totais a superarem a fasquia dos 30% do PIB, com perspectiva para redução da dívida pública para nível inferior a 100% do PIB, em 2023, suportados pelo forte crescimento económico.

“O risco da exposição do país face aos choques exógenos externos, o que acabou por concretizar com os efeitos da pandemia da covid-19, o que vai obrigar o país a refazer as metas, tendo em conta o forte efeito negativo na economia”, avança.

O FMI aponta que a economia cabo-verdiana cresceu 5,5% em 2019, mas as projecções indicam que em 2020 o país vai ter uma recessão em cerca de -5,5%, com fortes perdas nos sectores do turismo e transportes e nos sectores conexos.

O relatório mostra ainda que a performance da economia era sustentável e robusta, com perspectiva para a continuação do nível de crescimento a médio prazo, ancorado na performance dos sectores da indústria, serviços e transportes, bem como nas reformas estruturais.

Ao nível dos resultados da implementação das reformas consagradas do PCI, o relatório evidencia que o desempenho tem sido “extremamente positivo”, sendo que todas as metas quantitativas do final de Setembro de 2019 foram cumpridas, com a excepção do nível das receitas fiscais, que ficou aquém, por uma pequena margem, devido à redução do valor das importações provocadas pela descida dos preços externos, que fez baixar o valor das receitas alfandegárias em relação ao programado.

O documento realça que todas as metas das reformas estruturais foram cumpridas, o que contribui para a sustentação do processo de crescimento económico e consolidação das finanças públicas.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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