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Covid-19: Dos mais de 300 pedidos de crédito às empresas apenas 42 foram ainda aprovados

Cidade da Praia, 29 Mai. (Inforpress) – Dos mais de 300 pedidos de crédito, no âmbito das linhas criadas para apoiar as empresas a fazer face aos efeitos da pandemia da Covid-19, apenas 42 foram ainda aprovados, estando em análise 265 pedidos.

Os dados constam da plataforma medidas covid-19, coordenada pela Pró-empresa e apontam que os 42 pedidos aprovados correspondem ao montante de 397.760 contos, enquanto que os 265 pedidos pendentes a mais de 2,3 milhões dos quatro milhões de contos colocados à disposição das empresas pelos bancos comerciais a uma taxa de juro máximo de 3%.

Pedro Barros, presidente do conselho de administração da Pró-empresa, entidade que coordena a implementação das medidas de apoio às empresas, adiantou à Inforpress, entretanto, que os dados são actualizados semanalmente, devendo no final do dia de hoje acontecer uma nova actualização.

“A indicação que eu tenho é que pelo menos há mais 124 mil contos já aprovados por um banco, acima dos 397 mil contos disponibilizados oficialmente na plataforma”, disse.

As respostas aos créditos, no âmbito dessas linhas de crédito, negociadas entre o Governo e os bancos comerciais deviam acontecer no prazo máximo de 15 dias. Confrontado com essa demora nas respostas o presidente da Pré-empresa, Pedro Barros, explicou que os bancos têm os seus procedimentos de análise.

“Os créditos não têm garantia 100%, então os bancos têm de precaver de tudo. Ver se as empresas estão com a saúde financeira adequada para terem crédito, entre outros aspectos”, disse, indicando, entretanto, que o foco para análise do sucesso ou não das medidas deve ser colocado nos contratos suspensos.

“Eu sei de algumas empresas que pagaram os salários por inteiro sem recorrerem ao crédito, o que se compreende porque isso é crédito, não é fundo perdido. Portanto as empresas só recorrem ao crédito se estiverem apertados. Normalmente se não estiver apertado, não estiver com grandes problemas, uma empresa pode pagar um mês ou dois meses de salários”, disse.

Por isso mesmo, considera que o facto de empresas estarem a conseguir pagar os 35% dos salários no âmbito do regime simplificado do contrato de trabalho demonstra o impacto das medidas.

Neste particular, sustentou que a única reclamação que há relativamente aos salários é que o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) é que está atrasado com alguns pagamentos da sua contribuição.

“Ninguém está a queixar-se que as empresas não estão a pagar. As empresas independentemente de recorrerem ou não ao crédito estão a cumprir”, disse, precisando que um total de 12.762 trabalhadores foram abrangidos pela suspensão de contrato de trabalho, estando já pagos um total de 11.538, enquanto apenas 1.077 trabalhadores solicitaram o subsídio de desemprego.

“Isto quer dizer que a maioria dos trabalhadores estão com os seus postos de trabalho garantido”, sustentou.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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