Covid-19: DGAPE almeja recensear entre 30 a 40 mil jovens ainda este ano – directora-geral

Cidade da Praia, 03 Jul ( Inforpress) – A Direcção de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE) anunciou que pretende recensear para as eleições autárquicas desde ano cerca de 30 a 40 mil jovens, mas a meta será possível alcançar se a situação epidemiológica do país melhorar.

Em declarações hoje à Inforpress, Arlinda Chantre adiantou que depois de dois meses paralisados, devido a pandemia da covid-19, a adesão dos potenciais leitores tem sido lenta em alguns lugares, sendo que existe ainda um certo receio das pessoas saírem de casa para se recensear.

“Os meus últimos cálculos diziam que já tínhamos cerca de 7000 recenseados só este ano, para comparar com o ano passado que tivemos apenas 3000, mas a nossa meta é atingir cerca de 30 a 40 mil inscritos. Isso ainda é possível, mas claro se a situação epidemiológica do país melhorar e também se conseguimos o engajamento de todos os partidos políticos em todos os concelhos”, apontou.

Arlinda Chantre explicou que os partidos políticos têm um papel fundamental e uma força que as comissões de recenseamento não têm, e que grande parte do recenseamento feito nas vésperas das eleições (65 dias antes do dia da eleição) é feita graças a essa mobilização dos partidos políticos.

Entretanto, assegurou que em algumas comissões de recenseamento, onde se nota algum engajamento dos partidos políticos, o número de inscritos é maior, existindo comissões que funcionam sem grandes problemas, como em Santo Antão, ilha que mantém uma “média boa” de inscritos durante todo o ano.

“Nos temos os centros urbanos, onde tal já não acontece, como São Vicente e Praia, mas, sobretudo, na capital do país, onde as pessoas têm a tendência de não se inscrever e temos um número elevado de pessoas por recensear”, ressaltou.

Adiantou, entretanto, que os agentes de rua estão a cumprir com todos os requisitos de segurança e estão a trabalhar com máscaras, viseiras, álcool, álcool gel, e tem seguido o procedimento de limpeza dos kits.

Segundo disse, as comissões de recenseamento, juntamente com os partidos políticos, têm feito todos os possíveis, no sentido de mobilizar e informar os jovens sobre os seus planos de deslocação, para que possam garantir o recenseamento do maior número de pessoas.

A directora-geral reconheceu que perante esse cenário da pandemia da covid-19, a DGAPE pode não atingir essa cifra de inscrever 40 mil jovens antes das autárquicas deste ano.

Questionada sobre o recenseamento eleitoral automático, disse que não houve avanços porque não houve alteração legislativa, mas esclareceu estar a esperar que a mesma seja revista depois das eleições, no sentido de garantir que todos os cidadãos maiores de 18 anos automaticamente possam estar inscritos no recenseamento, sem terem de se deslocarem.

No seu entender, seria uma mais-valia para o país em termos de custos, mas também para se cumprir com o princípio da universalidade do recenseamento.

Em 2019, 3.876 pessoas se inscreveram e em 2020 cerca de 7.000 eleitores.

AV/JMV

Eleições autárquicas, reInforpress/Fim

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