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Covid-19: Conferencista considera que a crise veio demonstrar a importância da imprensa para a democracia

Cidade da Praia, 11 Mai (Inforpress) – O jornalista ‘freelancer e consultor em Mídia e Comunicação Bill Hinchberger considerou que a crise da covid-19 veio demonstrar a importância da imprensa para a democracia, afirmando que o jornalismo não pode ser comparado com o jornalismo de cidadão.

Bill Hinchberger fez essa consideração hoje, durante a sua intervenção no fórum online sobre os desafios do jornalismo em tempos de pandemia do novo coronavírus, promovido pela Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) e a Embaixada dos EUA em Cabo Verde.

No seu entender, essa situação veio demonstrar qual é a importância e o papel da imprensa para a democracia e constitui também uma oportunidade para os jornalistas reforçarem o papel na sociedade.

“Infelizmente, em muitos países do mundo as coisas estão muito divididas: uns a favor e outros contra certos presidentes. Há pessoas que não confiam no jornalista ou acreditam apenas num único canal de televisão”, referiu, frisando que o jornalismo não pode ser comparado com o jornalismo das redes sociais.

Segundo disse, trata-se de um cenário novo e que pela primeira vez, em todo mundo todo, estão focalizados e centralizados na mesma coisa.

Com a pandemia do novo coronavírus, afirmou que todos os jornalistas foram transformados em repórter de saúde ou económico e perante essa situação é necessário voltar às questões básicas do jornalismo, questionar, pesquisar e apresentar informações credíveis e fiáveis, sendo que os boatos, rumores e notícias falsas são cada vez mais comuns nesses contextos.

Por ser algo novo, os profissionais devem focalizar no lado humano, ter muito cuidado ao utilizar a linguagem, sobretudo, quando está a descrever os referir a grupos étnicos, pessoas vulneráveis e emigrantes.

Perante a desinformação, avançou que os jornalistas serão confrontados com a falta de informação e dados, informações não confirmadas e com situações onde pessoas vão tentar aproveitar dessa oportunidade.

Considerou ainda que nesse contexto existem violações contra a liberdade de imprensa, não só nos países com sistemas fechados e ditaduras, como nos democráticos.

“Como jornalistas individuais, órgãos de imprensa e sindicatos, temos de ficar muito atento, caso houver esses problemas. Devemos trabalhar não só a nível nacional, mas também a nível internacional, com os repórteres sem fronteiras e denunciar. No caso de Cabo Verde, como sendo um país mais tranquilo, temos de ser mais solidários com os outros”, mencionou.

Avançou que antes da crise, existia uma certa tendência em desacreditar no jornalismo e que agora essa desconfiança é evidente.

Por outro lado, considera que o momento constitui também uma oportunidade para os jornalistas darem informação confiável, baseada na ciência e nos factos e reconquistar um pouco da confiança perdida nos últimos tempos.

Bill Hinchberger disse que perante esse contexto, é preciso aumentar a vigilância e cobrar das autoridades e do Governo sobre o dinheiro gasto durante a pandemia.

Considerou que o pós-pandemia será muito complicado, não só pelo facto dos Governos tentarem querer controlar, mas também pela situação económica sendo que muitas empresas vão fechar e as verbas disponibilizadas para o sector da comunicação social vão diminuir.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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