Covid-19: CNDHC aponta desigualdade social como um dos maiores desafios da pandemia

Cidade da Praia, 10 Dez (Inforpress) – A presidente da CNDHC apontou hoje a desigualdade social como um dos maiores desafios da pandemia, defendendo a necessidade de se trabalhar “incessantemente” na procura da solidariedade humana e criação de um mundo mais “justo” e “igualitário”.

A presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC), Zaida Freitas, fez esta declaração na Cidade da Praia, durante a sua intervenção na conversa aberta com a sociedade civil, promovida em parceria com o Observatório Cidadania e o Sistema das Nações em Cabo Verde, através da plataforma zoom, sobre o tema “Os Direitos Humanos em tempos de pandemia”, para assinalar o dia Internacional dos Direitos Humanos, que celebra a 10 de Dezembro.

“A covid-19 não conhece fronteiras, não distingue raça, etnia, religião, condição social, sexo, idade ou nacionalidade. O vírus não nos descrimina, mas a forma como nos atinge, tem sido discriminatória”, observou a presidente.

Zaida Fretas afirmou que as vulnerabilidades do sistema cabo-verdiano “aumentaram” no contexto da pandemia, realçando que os efeitos desta crise é um “verdadeiro teste”, às medidas, políticas públicas e instituições.

“Lidar com as desigualdades sociais tem sido um dos maiores desafios desta pandemia e tem exigido que as políticas da saúde, económicas e de proteção social estejam em concertação e em permanente diálogo”, reiterou.

Para fazer face a esta desigualdade no mundo, constatou, os estados têm sido levados a repensar os modelos económicos, sociais e políticos, de modo a encontrarem um modelo capaz de “criar uma sociedade mais “justa”, “equilibrada”, “humana” e com maior proteção das pessoas mais vulneráveis”, tendo destacado que isso só será “possível se houver uma forte colaboração e liderança” entre os poderes públicos e a sociedade civil.

Cabo Verde, acrescentou, para sair dessa situação agravada pela pandemia da covid-19, os actores da sociedade civil e o Estado no seu todo, devem ter em mente que todas as acções e todas as políticas públicas têm que ser “realmente” centradas na pessoa e na realização dos direitos humanos.

Afiançou, igualmente, que este “grande” desafio interpela a todos, desde as organizações da sociedade civil, todos os actores sociais e a cada cidadão, reforçando que todos têm “um papel fundamental” na promoção e proteção dos direitos humanos, sobretudo dos “mais vulneráveis”.

A presidente da CNDHC concluiu, realçando que a conversa aberta serve para “clarificar melhor” e auscultar a sociedade civil, de modo a saber das dificuldades que ainda existem, sobretudo aos grupos específicos, principalmente os que ficaram ainda “mais vulneráveis”.

O Dia Internacional dos Direitos Humanos assinala a data de aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas (ONU), e a efeméride é assinalada, anualmente, a 10 de Dezembro, pela CNDHC e parceiros.

A celebração da data foi escolhida para honrar o dia em que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, a 10 de Dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos do Homem e visa homenagear o empenho e dedicação de todos os cidadãos defensores dos direitos humanos e colocar um ponto final a todos os tipos de discriminação, promovendo a igualdade entre todos os cidadãos.

TC/DR

Inforpress/ Fim

 

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